segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quem fica com o bichinho de estimação no Divórcio?






Reportagem Zero Hora | 03.06.12
Fonte: edivansouza.blogspot.com.br


Decisão sobre a guarda de bichos de estimação após divórcio pode ganhar lei específica.


Os conflitos de família ganham, agora, um novo personagem. A paixão pelos bichos de estimação caminha rumo aos tribunais, com direito a projeto de lei que prevê, inclusive, a interferência de um juiz para arbitrar as decisões.

Pode soar como exagero àqueles que nunca compartilharam o apego por um animal. O tema, no entanto, é delicado e ganha grandes proporções em situações de divórcio. A decisão de quem ficará com os bichos de estimação pode se transformar em um doloroso dilema, quando ninguém quer se privar da convivência com o animal. Se aprovada, a lei que tramita na Câmara dos Deputados autorizará que um juiz determine quem vai ficar com os mascotes. Fatores como ambiente adequado, disponibilidade de tempo e grau de afinidade deverão ser fundamentais para a decisão do magistrado.

A advogada Fabiana Arsand, 32 anos, e o estudante Télio Frois, 29 anos, encontraram na guarda compartilhada da pequena Sofia a solução ideal após a separação. Foram cinco anos de relação, quase todo o tempo na companhia da shih tzu.

– Seria uma pena separá-la de qualquer um de nós – diz Fabiana, a dona "oficial" da cadela.

Mesmo com residência fixa na casa da advogada, Sofia vai com frequência para a de Frois, sai para passear no parque e até viaja com o estudante.

– Nunca tivemos muitas divergências por causa disso, até porque nunca tentei tirar ela daqui – observa Télio Frois, enquanto Fabiana responde, em tom de brincadeira:

– Claro, ela é minha!

Casos como esses, no entanto, não são a regra. O advogado especialista em Direito da Família Rolf Madaleno diz que é comum encontrar situações onde a disputa pela guarda dos animais vai parar na justiça. Esses processos, no entanto, tratam o tema como secundário causando, muitas vezes, constrangimento entre os envolvidos. O tema, avalia, exige um olhar mais sensível.
Opinião compartilhada pela veterinária e doutora em psicologia Ceres Faraco. Ela diz que é possível entender reações extremas dos donos na iminência de perder o convívio com os animais. Os bichinhos são tratados, hoje, como membros da família, com papel tão ou até mais importante do que outros membros humanos, com um vínculo muito intenso.

Em duas casas

A professora Liamara Andrade, 48 anos, encontrou na guarda compartilhada a solução ideal depois da separação, há três anos. As duas cadelinhas da raça Yorkshire revezam entre a casa dela, em Porto Alegre, e a dele em Farroupilha. A rotina já faz parte do dia a dia das mascotes, tanto que uma malinha com travesseiro, coberta e brinquedos está sempre pronta.

– Elas se sentem muito bem tanto na casa de um quanto na casa do outro. Quando enxergam a mala ficam num agito só – narra Liamara.

Geralmente as cadelinhas estão em casas separadas, para que ninguém fique sem mascote. Mas eventualmente, a dupla pega a estrada junta.

– Eu sinto muita falta, é triste chegar em casa e não ter com quem brincar – afirma a professora.
O projeto

O projeto de lei 1058/11 estipula que, em caso de divergência na separação litigiosa, um juiz poderá arbitrar sobre a guarda do animal de estimação. Hoje em dia, o pet é incluído no rol dos itens a serem partilhados de acordo com o que ditar o regime de bens do casal. Aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no final de março, o projeto de lei está, atualmente, na Comissão de Constituição ejustiça e de Cidadania (CCJC). Como tem caráter conclusivo, se aprovado vai a Plenário apenas como formalidade, sem necessidade de votação.

Texto completo na Zero hora Domingo, 3 de Junho de 2012 - Reportagem especial pg.4,5
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Animais trazem benefícios à saúde humana


Fonte: cyberdiet.terra.com.br



De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na cidade de São Paulo há um animal para cada 3 habitantes. Geralmente os bichinhos são procurados para aumentar as famílias e fazer companhia. Mas logo tornam-se alvo de mimos e diversão.
Animais em tratamentos emocionais
O contato com animais vai muito além da companhia que proporcionam. Um pequeno tempo diário dedicado a eles funciona como uma terapia ao ser humano. Conversar e brincar com animais pode diminuir o estresse, sem contar o carinho que eles são capazes de doar. Quem tem animal de estimação sabe a sensação de chegar em casa depois de um dia de trabalho cansativo e ser recebido com festa. Isso deixa qualquer um mais feliz.
A sensação de alegria libera endorfina ao cérebro, um hormônio capaz de relaxar o ser humano, colaborar com seu bem-estar, controlar a pressão sanguínea e a melhorar o sono. Por isso, algumas pessoas, mesmo que inconscientemente, se dedicam tanto aos animais e se sentem melhor com esse contato.
Além de dar carinho, divertir, acalmar e fazer companhia, os bichos de estimação podem desempenhar um papel ainda mais nobre, ajudando nas perdas pessoais, por exemplo. Estudos feitos com pessoas que perderam seus cônjuges mostram que os donos de animais estão menos propensos à depressão e à sensação de isolamento.
Segundo o veterinário Rafael Pires de Camargo, de São Paulo, a procura por animais de estimação tem uma explicação simples. "Hoje em dia as pessoas se isolam mais e tentam suprir a solidão com animais de companhia. Eles dão bem menos trabalho do que os seres humanos e são muito mais compreensivos", diz o especialista. Camargo, que é responsável por um canil com animais para doação no interior do Estado, afirma que a maioria dos seus clientes é mulher de meia-idade.
Além das mulheres, dois perfis são aparentemente ligados à criação destes seres, os idosos e as crianças. Geralmente os idosos têm a vida menos ativa, passam mais tempo dentro de casa e procuram distrações. Então, os animais apresentam-se como grande atrativo para eles, pois assim têm com quem conversar e de quem cuidar.
Quanto às crianças, a afeição aos animais é nítida. A convivência desperta seu lado mais sensível e carinhoso. Elas aprendem a respeitar o espaço dos bichos, às vezes mais do que dos próprios pais. "As crianças vêem os animais como um amigo, um colega com quem possam brincar, mas que não têm as mesmas capacidades motoras e desenvolvimentos que elas. A criança passa a ter então a noção da diferença entre os seres e automaticamente aplica isso no dia-a-dia", explica a terapeuta Ana Maria Cabrera. A psicóloga recomenda regularmente o contato com animais a seus pacientes.
Uma pesquisa realizada pela Universidade britânica de Cambridge, em 2002, comprova que a maioria das pessoas que adquirem cães desenvolve segurança e auto-estima.
Por essas e outras razões não se deve desprezá-los.
Animais no tratamento da saúde
Nos Estados Unidos, mais de dois mil programas chamados PAT (Pet is a Terapy) levam animais para visitar doentes, pessoas desamparadas, crianças com doenças crônicas e idosos. Na capital paulista não é diferente. "Não é apenas em casa que os animais apresentam benefícios à saúde. Muitos hospitais e centros de saúde já utilizam animais de estimação como método de tratamento de seus pacientes. Em São Paulo, o Hospital Pediátrico Nossa Senhora de Lourdes é um exemplo disso. Qualquer criança que precisa ficar longos períodos internada ou passa por tratamentos mais intensivos recebe visitas de animais diariamente", afirma o veterinário Rafael Pires de Camargo.
Baseada em cuidados com cavalos, desde passeios até escovações, a equinoterapia também traz benefícios à saúde. "A equinoterapia é um tratamento auxiliar para adultos em recuperação e crianças com deficiência mental. Ela apresenta resultados fantásticos", garante Camargo.
Com estudos científicos essas influências animais só tendem a aumentar.
Por:Helena Dias 
Agência MBPress

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