A Associação Brasileira Criança Feliz acredita que a divulgação é o melhor caminho para combater a Alienação Parental. Associados da ABCF panfleteando no Brique da Redenção, informando à sociedade sobre a existência da Lei 12.318/2010, e dos prejuízos psicológicos que os filhos podem vir a sofrer caso ocorra a Alienação Parental.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Comemoração dO 1º ano da ABCF
Foi uma alegria a comemoração de um ano da Associação Brasileira Criança Feliz como entidade devidamente Registrada. Tivemos a certeza que estamos no caminho certo, lutando pelos direitos de filhos de pais separados.
Sérgio Moura - Presidente da Associação Brasileira Criança Feliz, agradeceu a presença de todos, e mais uma vez salientou a importancia do combate à Alienação Parental.

Melissa Telles, lendo o texto - Por quê?

Presidente do IBDFAM/RS Dra. Delma Ibias, parabenizou a Associação Brasileira Criança Feliz pelos trabalhos realizados.

Sérgio Moura Presidente da ABCF, foi presenteado pela Dra. Delma Ibias, Presidente do IBDFAM/RS
Dra. Delma Ibias Presidente do IBDFAM, presenteando a Dra. Ana Gerbase Diretora da ABCF no Rio de Janeiro
Sérgio Moura - Presidente da Associação Brasileira Criança Feliz, agradeceu a presença de todos, e mais uma vez salientou a importancia do combate à Alienação Parental.
Melissa Telles, lendo o texto - Por quê?

Presidente do IBDFAM/RS Dra. Delma Ibias, parabenizou a Associação Brasileira Criança Feliz pelos trabalhos realizados.

Sérgio Moura Presidente da ABCF, foi presenteado pela Dra. Delma Ibias, Presidente do IBDFAM/RS
Dra. Delma Ibias Presidente do IBDFAM, presenteando a Dra. Ana Gerbase Diretora da ABCF no Rio de JaneiroEstudo de casos de Alienação Parental
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Mato Grosso: Sob alegação de alienação parental, Defensoria intervém e consegue na Justiça reaver a guarda em favor da mãe
Fonte:JusClip
Sofrendo forte interferência na formação psicológica de J.M.C.J, por pressão exercida pelo pai, a mãe da criança buscou na Defensoria Pública de Ribeirão Cascalheira (distante 900 km à Leste de Cuiabá) o direito à guarda do filho menor.
A auxiliar de limpeza C.F.S.C., após separar-se, enfrentava dificuldades impostas pelo ex-marido, que iam desde uma simples visita ao filho (que estava sob a guarda de fato do pai), à possibilidade de ter um convívio familiar saudável, que insistia em denegrir a imagem da mãe perante a criança, fazendo-lhe acusações das mais vis e absurdas.
Buscando, dentre outros direitos, reaver a guarda da criança, procurou o auxílio da Defensoria. O ex-marido, sabendo disso, intensificou o plano de difamação da mãe à criança, e passou a fazer ameaças das mais diversas. E foi justamente por tal razão, bem como a notícia de mudança de domicílio com objetivo de por fim a convivência entre mãe e filho, que permitiu à Defensoria obter a alteação liminar da guarda.
Segundo relato da assistida, já não era mais suportável o convívio com o ex-marido e a difícil situação em que estava o casamento levou-a à separação. “Eu já vinha sofrendo ameaças e agressões físicas por conta do ciúme excessivo e doentio dele. Por isso me vi obrigada a sair de casa e deixar meu filho com o pai, por não ter para onde ir”, disse a mãe.
Sabendo das adversidades que encontraria pela frente até que pudesse se restabelecer, achou melhor deixar o filho sob os cuidados do pai, mas, sempre tentou se manter próxima da criança, até o momento que pudesse tê-lo definitivamente.
“As visitas da auxiliar de limpeza ao filho estavam sendo marcadas pela agressividade do ex-companheiro.
Em quase todos os momentos ele utilizava palavras de baixo calão para se referir a assistida, tratando-a mal, agredindo-a verbalmente e até fisicamente na frente do menor. “Chegou-se ao cúmulo de o pai ameaçar a criança de matar a mãe, se manifestasse o desejo de morar com ela. Isso um dia após visita da mãe ao filho, em que ele externou justamente essa vontade, inclusive perante o Conselho Tutelar” ”, explica o Defensor Público da Comarca responsável pelo caso, João Augusto de Sanctis Garcia.
“A prática desses atos é um abuso ao direito fundamental da criança ao convívio familiar saudável. O pai é o evidente responsável por isso. Neste processo vingativo, o filho está sendo utilizado como instrumento da agressividade direcionada à assistida. É típico caso de alienação parental, quando um dos pais tenta virar a criança contra o outro, e quem acaba sofrendo mais é o filho.”, explicou ainda João Augusto.
Ao tomar conhecimento da situação, tanto pelo relato da assistida quanto por relatório do Conselho Tutelar local – de que o pai denegria a imagem da mãe e ameaçava a criança, bem como descobrir que o ex-marido pretendia mudar de cidade e levar o menino, o Defensor Público entrou perante o Judiciário com medida cautelar inominada com pedido de liminar, para que a criança não viesse a sofrer os distúrbios da síndrome da alienação parental. “Conforme prevê o artigo 2º da recente Lei 12.318/10, considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores. Portanto, o mais plausível a fazer é cessar de imediato a atuação desfavorável do réu sobre a criança e conceder a guarda provisória a mãe”, esclareceu.
Diante das argumentações feitas pelo Defensor, o Juiz da Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira, Walter Tomaz da Costa, acatou o pedido de medida cautelar inominada com pedido de liminar em favor da mãe.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Abertura da Semana de Conscientização da Alienação em Porto Alegre
Conforme previsto na agenda de Eventos da Associação Brasileira Criança Feliz, ocorreu no dia 25 de abril às 14h a abertura Oficial da Semana de Conscientização da Alienação Parental em Porto Alegre.



30/04/2011 - Sábado - 15h - Reunião de Diretoria, pauta: "I Congresso Nacional de Alienação Parental", a ser realizado em 2012;
1/05/2011 - Domingo - 10h30 - Manifestação Pública no Brique da Redenção - Apresentações artísticas, panfletagem e esclarecimento ao público.



A Associação Brasileira Criança Feliz, contou com o carinho especial da Dra. Maria Berenice Dias - Madrinha da ABCF como se refere o Presidente da associação Sérgio Moura, com o apoio inigualável do vereador Mário Manfro e de alguns membros da ABCF - Vice presidente Werner Soares, Conselheiro Augusto Caminha, tesoureito Dr. Paulo Klump e a advogada Melissa Telles.
DANDO CONTINUIDADE
29/04/2011 - Sexta-feira - 14h30 - Grupo de Estudos de casos reais sobre AP - prática jurídica - ABCF e SAJU 5/UFRGS, coordenação: Adv Melissa Telles;
30/04/2011 - Sábado - 15h - Reunião de Diretoria, pauta: "I Congresso Nacional de Alienação Parental", a ser realizado em 2012;
1/05/2011 - Domingo - 10h30 - Manifestação Pública no Brique da Redenção - Apresentações artísticas, panfletagem e esclarecimento ao público.
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA CRIANÇA FELIZ conta com a participação de todos no Brique da redenção Domingo.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Por que?
Neste momento tão significativo, onde estamos prestes a comemorar a “I Semana Oficial de Conscientização da Alienação Parental em Porto Alegre[1]”, e o Aniversário da Associação Brasileira Criança Feliz[2], decidimos refletir, e assim surgiram algumas perguntas: Por que? O que buscamos? Por que passamos domingos no Brique da Redenção distribuindo panfletos, e conversando com pessoas estranhas sobre a Importância da Convivência Familiar? Por que às vezes brigamos nas reuniões em busca de uma idéia melhor para divulgar a guarda compartilhada? Por que estamos dispostos a viajar quilômetros para fazer palestras sobre a Alienação parental? Por que nos reunimos no Grupo Vivências, até tarde da noite, para dividir o peso de quem sofre as conseqüências de ser alienado? Por que saímos de nossas casas, largamos nossos trabalhos, e vamos a Instituições de Ensino, Conselho Tutelar, oferecer nossos serviços, gratuitamente - que temos que pagar para fazer isso? Por que muitos de nós se dispõem a abrirem o coração, e dizer ao mundo: “sim eu estou sendo acusado de ter abusado os meus filhos”. Por quê?
Fazemos tudo isto, por que não podemos aceitar as injustiças – talvez sejamos todos filhos da nossa querida Dra. Maria Berenice Dias que sempre diz: “aplicar a lei é fácil, difícil é fazer justiça”. Fazemos isso porque queremos fazer valer o direito de amar e ser amado, queremos conviver com os nossos filhos – e aqueles que não tem filhos se comovem quando pais e filhos são separados injustamente. Fazemos isso por que queremos ser livres para amar pai e mãe e não queremos ser postos em conflito de lealdade, fazemos isso por que queremos um mundo melhor, e sabemos que isso só será possível se criarmos pessoas felizes.
Qualquer um pode aceitar a morosidade do Judiciário, mas nós não;
Qualquer um pode ficar sentado esperando que “alguém” faça alguma coisa, nós somos este alguém;
Qualquer um pode dizer que tudo esta errado, mas nós queremos buscar soluções;
Qualquer um pode dizer que tudo está perdido, e que não existe mais caminho, nós queremos construir pontes;
Qualquer um pode suportar a saudade, nós só a aceitamos com a morte;
Qualquer um pode dizer que não precisamos de pai ou de mãe, nós queremos os dois;
Qualquer um pode aceitar uma sentença injusta, nós recorremos;
Qualquer um pode abrir mão de criar, educar, sustentar, apoiar, cuidar de seus filhos, sejam eles biológicos, ou sócio afetivos, nós não abriremos mão deste direito/dever; e
Qualquer um pode dizer que não pode, nós acreditamos e trabalhamos para poder construir um futuro melhor.
Não pretendemos ser mais um grito passageiro, e sim um caminho a ser seguido por todos que festejam a liberdade de poder construir quantas famílias forem necessárias para encontrar a plena felicidade – mas que devem respeitar o filho que geraram junto com aquele homem ou aquela mulher que não mais pode ser chamado de “amor”, mas que respeitem que aquele “ex amor”, continuará sendo pai ou mãe de seu filho.
Queremos educar, formar, humanizar, respeitar os direitos individuais, proteger a convivência familiar, queremos que nenhuma criança seja manipulada, usada de ferramenta de vingança, cabo de guerra, troféu, moeda de troca, posta em conflito de lealdade, disputada como objeto, abusada moralmente, sexualmente e psicologicamente.
Trabalhamos para: Que no Futuro próximo:

“Que todos conheçam o termo Alienação Parental, e as conseqüências drásticas que causa na vida de crianças e adolescentes, mas que se esqueçam de praticá-la.” (Vereador Mario Manfro)

“Possam prevalecer a ética, e a responsabilidade de todos os operadores de direito e demais profissionais envolvidos nas questões familiares. Que as práticas de Alienação Parental permaneçam no passado. Que as crianças possam, livremente, amar e serem amadas por seus pais. Que o respeito, liberdade, igualdade e a solidariedade sejam base da sociedade que abrigará as crianças de hoje.” (Ana Gerbase, advogada, representante da ABCF/RJ)
"Nossas crianças e adolescentes sejam mais felizes. Para tanto nós adultos precisamos ter a humildade de entender que ao terminar um casamento o que acaba é o subsistema conjugal - marido e mulher - nunca o subsistema parental. Pai e mãe seremos enquanto nós ou nossos filhos existirem. Respeito, ética e amor são substâncias fundamentais para uma vida plena e tranqüila" Sandra Maria Baccara Araújo - Psicóloga - Brasília - DF - sbaccara@terra.com.br

“O mundo seja melhor, e um mundo melhor se constrói com crianças saudáveis, e crianças saudáveis precisam ser criadas por pais saudáveis e equilibrados. E tudo isso se consegue através da educação – conscientização.” (Emerson Belo, psicólogo, facilitador do Grupo Vivências – Um projeto da ABCF.)
“O Poder Judiciário entenda que a morosidade é um dos fatores que mais fomentam as disputas existentes em conflitos familiares. E que necessita se adequar a uma nova era, trabalhando com equipes multidisciplinares, como já escreveu o Juiz Eliézer Rosa ( im A Voz da Toga.,AB ed.,p.85) – “...num futuro, que não estará distante, a primeira instância será colegiada, assistida de psicólogos, educadores, sacerdotes e médicos. Não sei como se possa imaginar um juiz de família e um juiz criminal trabalhando sozinhos, desajustados de tais elementos coadjuvadores de sua obra.” – para contribuir na construção de um futuro melhor para todas as famílias.(Jamille Dala Nora, advogada, Telles e Dala Nora)
“Que o genitor não guardião, jamais seja tolhido de seus direitos em relação a seus filhos.” (Werner, Vice-presidente da ABCF)
“Os advogados familistas sejam mais conciliadores, realmente aprendam que nos processos que envolvem crianças, ninguém ganha quando não se chega em um acordo e conscientização de que os pais devem respeitar os filhos. O papel do advogado é ajudar a família que está passando por um processo de transformação, a encontrar uma maneira de manter o equilíbrio para o bom desenvolvimento do ser humano que geraram juntos. Nós advogados somos passantes na vida de pais e filhos, diferente da relação entre eles, que é indissolúvel. (Melissa Telles, advogada, secretária da ABCF/Porto Alegre)

“A mediação seja a primeira opção de resolução de conflitos familiares.” (Maria Aparecida Dala Nora, advogada, professora de Prática Jurídica e Mediadora de Conflitos Familiares)

“O Judiciário esteja mais atento ao ‘real’ conflito envolvendo a família, atento para não decidir com base em documentos que ‘tudo aceitam’, que realmente dê atenção - descaso e morosidade só servem para prejudicar a criança, pois em muitos casos, estas são tratadas como um troféu. O mundo mudou, hoje o trabalho para cuidar de uma criança é o mesmo, tanto para a mãe quanto para o pai, a real Maternidade ou Paternidade deve ser exercida com igualdade – e que os julgadores vejam, que homem pode trocar fralda, dar mamadeira, que também sabe passar noites acordados embalando o filho – que pai também ama incondicionalmente.”(Alexsandro Beatrici, Sócio Fundador da ABCF)
“O judiciário não seja tão moroso, pois o tempo é um aliado da Alienação Parental.“ (Augusto Caminha, Sócio Fundador da ABCF e Diretor da PPJ/RS)
“O Judiciário olhe definitivamente para as crianças, com seriedade, responsabilidade e comprometimento com os direitos dessas crianças e dos seus pais. Rogo que um dia, o esforço de um Magistrado em dar a uma criança torturada por um pai ou mãe criminosamente repercuta pelo mundo inteiro, e que sirva de mola propulsora para uma mudança de concepção no Judiciário, permitindo que pais e filhos participem dessa grande festa que é a vida. E que Leis não sirvam apenas para esconder e dissuadir direitos mínimos das crianças vítimas de adultos inconseqüentes. (Rafael Luft, Capitão da Polícia Militar RS)

“O Judiciário seja mais ágil na aplicação dos direitos das crianças e adolescentes.” (Paulo Klump, advogado, Conselheiro da ABCF)

“OS direitos e garantias fundamentais das Crianças e adolescentes, sejam realmente respeitados por todos.”(Sérgio Moura, Presidente da ABCF)
“A família, outrora palco de união e felicidade, que hoje o cenário abre a cortina para uma sordidez sem fim – ante as desmedidas agressões mútuas, a separação transforma-se em conflito armado pela artilharia do ressentimento, da frustração, da desforra. Os cônjuges, quando lançados à categoria de separandos, parecem encarnar outras almas, pois esquecem que a criança é vulnerável, no entanto com intuito de vingança buscar prejudicar o outro ex cônjuge utilizando os filhos, que retorne os pais com o mesmo amor e proteção aos seus filhos que são dependentes desta relação. (Evânia, estudante de Direito, TCC em Alienação Parental).

Direitos Autorais:
A coordenação deste texto foi de Melissa Telles Barufi(melissatb@tellesdalanora.com.br) e Jamille Dala Nora (jamille@tellesdalanora.com.br) com a colaboração de: Alexsandro Beatrici, Sócio Fundador da ABCF; Ana Gerbase, advogada, representante da ABCF/RJ; Augusto Caminha, sócio Fundador da ABCF, e Diretor da PPJ RS; Emerson Belo, psicólogo, facilitador do Grupo Vivências – Um projeto da ABCF; Evânia, estudante de Direito, TCC em Alienação Parental; Maria Aparecida Dala Nora, advogada, professora de Prática Jurídica e Mediadora de Conflitos Familiares; Mario Manfro, Vereador; Rafael Luft, Capitão da Polícia Militar RS; Sandra Maria Baccara Araújo - Psicóloga - Brasília – DF (sbaccara@terra.com.br); Sérgio Moura, Presidente da ABCF; Werner Soares, Vice-presidente da ABCF;
Todos os direitos autorais foram cedidos à Associação Brasileira Criança Feliz e ao Blog Famílias e seus Conflitos. Somente è autorizada a publicação, sendo conservada a autoria.
A coordenação deste texto foi de Melissa Telles Barufi(melissatb@tellesdalanora.com.br) e Jamille Dala Nora (jamille@tellesdalanora.com.br) com a colaboração de: Alexsandro Beatrici, Sócio Fundador da ABCF; Ana Gerbase, advogada, representante da ABCF/RJ; Augusto Caminha, sócio Fundador da ABCF, e Diretor da PPJ RS; Emerson Belo, psicólogo, facilitador do Grupo Vivências – Um projeto da ABCF; Evânia, estudante de Direito, TCC em Alienação Parental; Maria Aparecida Dala Nora, advogada, professora de Prática Jurídica e Mediadora de Conflitos Familiares; Mario Manfro, Vereador; Rafael Luft, Capitão da Polícia Militar RS; Sandra Maria Baccara Araújo - Psicóloga - Brasília – DF (sbaccara@terra.com.br); Sérgio Moura, Presidente da ABCF; Werner Soares, Vice-presidente da ABCF;
Todos os direitos autorais foram cedidos à Associação Brasileira Criança Feliz e ao Blog Famílias e seus Conflitos. Somente è autorizada a publicação, sendo conservada a autoria.
[1] Detalhes da criação da "Semana de Conscientização da Alienação Parental - Porto Alegre" podem ser conhecidos nos links: Calendário Oficial de PoA e Lei da Semana da AP e pareceres.
[2]Associação Brasileira Criança Feliz – Luta pelos direitos de Filhos de pais separados combatendo a Alienação Parental, luta pela Guarda Compartilhada e protege a convivência familiar, Sem fins lucrativos, sem vínculo político, governamental ou qualquer outro tipo de ligação. http://www.criancafeliz.org/
domingo, 24 de abril de 2011
SEMANA DO COMBATE À ALIENAÇÃO PARENTAL

25 de Abril - Dia Universal de Conscientização da Alienação Parental
25 de Abril inicia a Semana em comemoração ao Aniversário da ABCF - Associação Brasileira Criança Feliz.
25 de Abril inicia a Semana em comemoração ao Aniversário da ABCF - Associação Brasileira Criança Feliz.
E este Ano também estamos comemorando a "I Semana de conscientização da Alienação Parental em Porto Alegre .
A Associação Brasileira Criança Feliz realizará várias manifestações públicas, panfletagem, audiências em câmaras municipais, palestras, debates, intervenções na mídia e muito mais, todas estas voltadas a despertar o interesse da comunidade e a conscientização da existência e dos males causados pela Alienação Parental.
Detalhes da criação da "Semana de Conscientização da Alienação Parental - Porto Alegre" no site da ABCF.
Abaixo, confira a programação preparada para dizer "Não à Alienação Parental, Guarda Compartilhada já" em Porto Alegre.
Outras cidades e Estados no site oficial da ABCF : http://www.criancafeliz.org/
Semana de Aniversário da ABCF e "I Semana de conscientização da existência da Alienação Parental - Porto Alegre"
25/04/2011 - Segunda-feira - 14h e 30min - Sessão Plenária na Câmara de de Vereadores de Porto Alegre e abertura oficial da "I Semana de Conscientização da Alienação Parental de Porto Alegre" - Convite as autoridades Estaduais, municipais e comunidade porto-alegrense.
25/04/2011 - Segunda-feira - 14h e 30min - Sessão Plenária na Câmara de de Vereadores de Porto Alegre e abertura oficial da "I Semana de Conscientização da Alienação Parental de Porto Alegre" - Convite as autoridades Estaduais, municipais e comunidade porto-alegrense.
29/04/2011 - Sexta-feira - 14h30 - Grupo de Estudos de casos reais sobre AP - prática jurídica - ABCF e SAJU 5/UFRGS, coordenação: Adv Melissa Telles;
30/04/2011 - Sábado - 15h - Reunião de Diretoria, pauta: "I Congresso Nacional de Alienação Parental", a ser realizado em 2012;
1/05/2011 - Domingo - 10h30 - Manifestação Pública no Brique da Redenção - Apresentações artísticas, panfletagem e esclarecimento ao público.

SUA PARTICIPAÇÃO É MUITO IMPORTANTE!!
sábado, 23 de abril de 2011
Os conflitos da nova família
Fonte: Revista Epoca
Martha Mendonça e Mariana Sanches

Essas mudanças foram acompanhadas por outra, no discurso para tornar “aceitáveis” essas novas situações e os conflitos que elas naturalmente suscitam.“É comum que o marido ou a mulher – às vezes ambos – levem para o casamento filhos que são fruto de uma relação anterior. Espera-se que isso aconteça sem complicação: afinal, se descasamos e casamos por amor, por que o amor não reinaria pelo lar todo?”, escreveu em artigo recente na Folha de S.Paulo, a propósito do assassinato da menina Isabella Nardoni, o psicanalista Contardo Calligaris. A psicóloga americana Judy Osborne, que estuda a construção de novas famílias há duas décadas e criou o site Stepfamilies Associates, em que discute os mitos em torno do novo núcleo, cita alguns mitos que perturbam as novas famílias: 1) que o amor entre todos os membros se estabelece instantaneamente; 2) as crianças têm de vir sempre em primeiro lugar; 3) padrastos e madrastas são maus; 4) um novo bebê vai criar o elo que falta para todos. “Adultos e crianças precisam se desprender desses mitos e criar sua própria experiência”, diz Judy.
Quatro anos atrás, em reportagem de capa sobre as “novas famílias”, ÉPOCA afirmava que a instituição familiar tinha se adaptado aos novos tempos e que havia lugar para a igualdade e o respeito entre todos os integrantes. Isso continua a ser verdade. Na maioria das famílias, “ex”, padrastos e enteados convivem em paz. O caso Isabella é uma raríssima exceção em que o conflito parece ter desembocado em uma violência incomum. Por sua estúpida brutalidade, fez lembrar que as transformações da família são fonte de conflitos nem sempre declarados, que podem vir à tona a qualquer momento. É particularmente chocante, nesse sentido, o contraste entre a cena harmônica do pai de Isabella, sua madrasta e seus meios-irmãos de mãos dadas, fazendo compras no supermercado, e o crime bárbaro cometido horas depois, pelo qual o casal foi indiciado.
No fórum da Associação de Madrastas e Enteados, há troca de experiências e desabafos. Ali, as ex-esposas são chamadas de “exus”
Nem sempre, principalmente nos primeiros anos do segundo, terceiro ou enésimo casamento, as relações são amenas. Ciúme, brigas pelo poder, a sombra dos ex-cônjuges e dificuldades de relacionamento entre os enteados podem ser o estopim de uma guerra. O psicólogo americano James H. Bray, do Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas, acompanhou 200 novas famílias e as classificou em três categorias:
– a “neotradicional”, em que os casais têm uma relação extremamente sólida. As questões dos filhos de um lado ou de outro são resolvidas de forma cúmplice e firme, em parceria. Essas famílias não têm expectativas de perfeição e aprendem com os erros. Costuma ser a que dá mais certo, mas é também a mais rara;
– a “matriarcal”, em que a mãe é a figura central do grupo e o novo marido, padrasto de seus filhos, tem o papel de companheiro, mas mantém distância da rotina e da educação das crianças;
– a família “romântica”, em que se espera o mesmo padrão de afeto da família nuclear tradicional – e por isso seus membros não reagem bem aos conflitos normais desse tipo de arranjo. É nesse tipo, segundo Bray, que costuma haver a maior parte das separações. Casais que decidem formar uma nova família, segundo ele, precisam fazer uma espécie de “planejamento”. “Discutam o que caberá financeiramente a cada um, deixem claro o que cada um pode ou não pode em relação aos enteados. E, sobretudo, façam um pacto de fidelidade aos problemas um do outro. O casal é a base da família. Se está forte, todo o resto será beneficiado”, diz Bray.
Fernanda Carlos Borges, filósofa, autora do recém-lançado livro A Mulher do Pai (Summus Editorial), afirma que “a família que vive no imaginário coletivo ainda é a família nuclear. Mas a família não-nuclear é a realidade de metade dos brasileiros e está na discussão dos lares”. Segundo Fernanda, “quando há diferença entre essa família-padrão e a nova família, surgem a ansiedade e o sofrimento, porque ela não incorpora os personagens desse imaginário ultrapassado.”
Harmoniosos ou conflituosos, a tendência é que haja um aumento desses novos núcleos. Nas últimas duas décadas, o número de divórcios quadruplicou, segundo o IBGE. Em dez anos, o índice de casamentos que envolvem pelo menos um divorciado cresceu de 7% para 12%. Os números oficiais não representam inteiramente a realidade brasileira, composta de um número maior de enlaces informais, fora dos registros. São as “famílias reconstituídas” – como as classifica o meio acadêmico. Esse novo desenho de família é um fenômeno da sociedade ocidental. Nos Estados Unidos e na Europa, estima-se que as separações triplicaram desde os anos 70.
O CAÇULAO professor Elton Maravalhas tem três filhos do primeiro casamento: Fernanda, de 15 anos (de verde), Rafaella, de 13 (de preto), e Felipe, de 11 ( de azul). A mulher, Ana Cláudia Vivacqua, tem um menino da primeria união, Gabriel, de 13 anos (de camiseta branca). Eles admitem que a caçula, Rebecca, de 2 anos, fruto da união do casal, desperta ciúme
Nesse quebra-cabeça, as famílias “recasadas” ainda se sentem incertas sobre seus papéis. Padrasto pode dar bronca? O filho de um pode dormir tarde e o do outro não? “Crianças de fim de semana” devem ajudar nas tarefas domésticas? Qual o papel de um adulto que convive com uma criança e não é pai ou mãe dela? Entre essas discussões, uma das mais comuns é o papel da madrasta. Na tese Mães e Madrastas: Mitos Sociais e Autoconceito, Denise Falcke, psicóloga e terapeuta de casais da PUC do Rio Grande do Sul, mostra quanto é difícil para a madrasta saber qual é o papel dela na família. “Qualquer atitude dela que aparentemente se afaste da idéia de mãe perfeita passa a ser sentida como uma ameaça da chegada da madrasta malvada”, diz Denise. “Se a madrasta exige alguma atitude dos enteados, algo cotidiano, como a arrumação da casa ou alguma reivindicação do companheiro em relação aos filhos, isso tudo logo é visto como falta de paciência ou maldade. Elas se sentem perdidas.” Denise constatou que as mulheres costumam ter mais ciúme que os homens e se colocam em desvantagem em relação aos filhos dos companheiros.
É mais comum a mulher ter ciúme e formar “triângulos” com o marido e os enteados que o padrasto com os filhos da mulher. Psicóloga e autora dos livros Quando o Homem da Sua Vida já Tem Filhos e 100% Madrasta, a paulistana Roberta Palermo criou a Associação de Madrastas e Enteados, que organiza encontros e palestras sobre o tema. No fórum do site da associação, madrastas trocam experiências e fazem desabafos quase sempre muito parecidos. Sentem-se desrespeitadas pelos enteados, injustiçadas pelos maridos e confrontadas por suas ex-esposas – que na gíria do fórum são chamadas de “exus”. Uma delas, em crise, escreve que o enteado adolescente resolveu morar com eles “logo agora que meu marido resolveu reverter a vasectomia para termos nosso bebê!”. “Madrastas e ex-mulheres são ingredientes de uma bomba-relógio”, diz Roberta, que diz ter superado os problemas iniciais que teve ao se casar com um pai de dois filhos pequenos.
Martha Mendonça e Mariana Sanches

O modelo clássico de família, em que o casamento era visto como uma instituição indissolúvel, começou a ruir na segunda metade do século passado. A autonomia da mulher, a legalização do divórcio, o aumento do número de adoções e a explosão do número de mães solteiras ajudaram a compor o atual mosaico da nova família. No passado, quando o amor entre homem e mulher acabava, o casamento sobrevivia em nome da coesão familiar. Hoje, ao menos em tese, a aspiração de um dos parceiros à felicidade individual se tornou razão legítima para romper o vínculo do casal. O aumento progressivo do divórcio criou em muitas famílias um emaranhado de papéis: madrastas, padrastos, enteados, meios-irmãos, sogros e ex-sogros provenientes de duas ou mais uniões. Quanto maior o número de casamentos e, conseqüentemente, de “ex” e de descendentes, maior e mais complexa a árvore familiar.
Essas mudanças foram acompanhadas por outra, no discurso para tornar “aceitáveis” essas novas situações e os conflitos que elas naturalmente suscitam.“É comum que o marido ou a mulher – às vezes ambos – levem para o casamento filhos que são fruto de uma relação anterior. Espera-se que isso aconteça sem complicação: afinal, se descasamos e casamos por amor, por que o amor não reinaria pelo lar todo?”, escreveu em artigo recente na Folha de S.Paulo, a propósito do assassinato da menina Isabella Nardoni, o psicanalista Contardo Calligaris. A psicóloga americana Judy Osborne, que estuda a construção de novas famílias há duas décadas e criou o site Stepfamilies Associates, em que discute os mitos em torno do novo núcleo, cita alguns mitos que perturbam as novas famílias: 1) que o amor entre todos os membros se estabelece instantaneamente; 2) as crianças têm de vir sempre em primeiro lugar; 3) padrastos e madrastas são maus; 4) um novo bebê vai criar o elo que falta para todos. “Adultos e crianças precisam se desprender desses mitos e criar sua própria experiência”, diz Judy.
Quatro anos atrás, em reportagem de capa sobre as “novas famílias”, ÉPOCA afirmava que a instituição familiar tinha se adaptado aos novos tempos e que havia lugar para a igualdade e o respeito entre todos os integrantes. Isso continua a ser verdade. Na maioria das famílias, “ex”, padrastos e enteados convivem em paz. O caso Isabella é uma raríssima exceção em que o conflito parece ter desembocado em uma violência incomum. Por sua estúpida brutalidade, fez lembrar que as transformações da família são fonte de conflitos nem sempre declarados, que podem vir à tona a qualquer momento. É particularmente chocante, nesse sentido, o contraste entre a cena harmônica do pai de Isabella, sua madrasta e seus meios-irmãos de mãos dadas, fazendo compras no supermercado, e o crime bárbaro cometido horas depois, pelo qual o casal foi indiciado.
No fórum da Associação de Madrastas e Enteados, há troca de experiências e desabafos. Ali, as ex-esposas são chamadas de “exus”
Nem sempre, principalmente nos primeiros anos do segundo, terceiro ou enésimo casamento, as relações são amenas. Ciúme, brigas pelo poder, a sombra dos ex-cônjuges e dificuldades de relacionamento entre os enteados podem ser o estopim de uma guerra. O psicólogo americano James H. Bray, do Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas, acompanhou 200 novas famílias e as classificou em três categorias:
– a “neotradicional”, em que os casais têm uma relação extremamente sólida. As questões dos filhos de um lado ou de outro são resolvidas de forma cúmplice e firme, em parceria. Essas famílias não têm expectativas de perfeição e aprendem com os erros. Costuma ser a que dá mais certo, mas é também a mais rara;
– a “matriarcal”, em que a mãe é a figura central do grupo e o novo marido, padrasto de seus filhos, tem o papel de companheiro, mas mantém distância da rotina e da educação das crianças;
– a família “romântica”, em que se espera o mesmo padrão de afeto da família nuclear tradicional – e por isso seus membros não reagem bem aos conflitos normais desse tipo de arranjo. É nesse tipo, segundo Bray, que costuma haver a maior parte das separações. Casais que decidem formar uma nova família, segundo ele, precisam fazer uma espécie de “planejamento”. “Discutam o que caberá financeiramente a cada um, deixem claro o que cada um pode ou não pode em relação aos enteados. E, sobretudo, façam um pacto de fidelidade aos problemas um do outro. O casal é a base da família. Se está forte, todo o resto será beneficiado”, diz Bray.
Fernanda Carlos Borges, filósofa, autora do recém-lançado livro A Mulher do Pai (Summus Editorial), afirma que “a família que vive no imaginário coletivo ainda é a família nuclear. Mas a família não-nuclear é a realidade de metade dos brasileiros e está na discussão dos lares”. Segundo Fernanda, “quando há diferença entre essa família-padrão e a nova família, surgem a ansiedade e o sofrimento, porque ela não incorpora os personagens desse imaginário ultrapassado.”
Harmoniosos ou conflituosos, a tendência é que haja um aumento desses novos núcleos. Nas últimas duas décadas, o número de divórcios quadruplicou, segundo o IBGE. Em dez anos, o índice de casamentos que envolvem pelo menos um divorciado cresceu de 7% para 12%. Os números oficiais não representam inteiramente a realidade brasileira, composta de um número maior de enlaces informais, fora dos registros. São as “famílias reconstituídas” – como as classifica o meio acadêmico. Esse novo desenho de família é um fenômeno da sociedade ocidental. Nos Estados Unidos e na Europa, estima-se que as separações triplicaram desde os anos 70.
O CAÇULAO professor Elton Maravalhas tem três filhos do primeiro casamento: Fernanda, de 15 anos (de verde), Rafaella, de 13 (de preto), e Felipe, de 11 ( de azul). A mulher, Ana Cláudia Vivacqua, tem um menino da primeria união, Gabriel, de 13 anos (de camiseta branca). Eles admitem que a caçula, Rebecca, de 2 anos, fruto da união do casal, desperta ciúme
Nesse quebra-cabeça, as famílias “recasadas” ainda se sentem incertas sobre seus papéis. Padrasto pode dar bronca? O filho de um pode dormir tarde e o do outro não? “Crianças de fim de semana” devem ajudar nas tarefas domésticas? Qual o papel de um adulto que convive com uma criança e não é pai ou mãe dela? Entre essas discussões, uma das mais comuns é o papel da madrasta. Na tese Mães e Madrastas: Mitos Sociais e Autoconceito, Denise Falcke, psicóloga e terapeuta de casais da PUC do Rio Grande do Sul, mostra quanto é difícil para a madrasta saber qual é o papel dela na família. “Qualquer atitude dela que aparentemente se afaste da idéia de mãe perfeita passa a ser sentida como uma ameaça da chegada da madrasta malvada”, diz Denise. “Se a madrasta exige alguma atitude dos enteados, algo cotidiano, como a arrumação da casa ou alguma reivindicação do companheiro em relação aos filhos, isso tudo logo é visto como falta de paciência ou maldade. Elas se sentem perdidas.” Denise constatou que as mulheres costumam ter mais ciúme que os homens e se colocam em desvantagem em relação aos filhos dos companheiros.
É mais comum a mulher ter ciúme e formar “triângulos” com o marido e os enteados que o padrasto com os filhos da mulher. Psicóloga e autora dos livros Quando o Homem da Sua Vida já Tem Filhos e 100% Madrasta, a paulistana Roberta Palermo criou a Associação de Madrastas e Enteados, que organiza encontros e palestras sobre o tema. No fórum do site da associação, madrastas trocam experiências e fazem desabafos quase sempre muito parecidos. Sentem-se desrespeitadas pelos enteados, injustiçadas pelos maridos e confrontadas por suas ex-esposas – que na gíria do fórum são chamadas de “exus”. Uma delas, em crise, escreve que o enteado adolescente resolveu morar com eles “logo agora que meu marido resolveu reverter a vasectomia para termos nosso bebê!”. “Madrastas e ex-mulheres são ingredientes de uma bomba-relógio”, diz Roberta, que diz ter superado os problemas iniciais que teve ao se casar com um pai de dois filhos pequenos.
O Judiciário dos EUA está forçando Ricardo Costa a confessar um crime qu...
Um brasileiro que alega inocência vai completar dois anos e meio de prisão nos Estados Unidos sem ter sido julgado.
Dentro de detenção de Yavapai, Arizona. Entre os presos, o brasileiro Ricardo Costa. Ele foi para a prisão depois de se separar da mulher, a americana Angela Martin, e depois que os filhos passaram a frequentar um consultório de psicologia.
Ricardo foi acusado de abusar sexualmente das crianças: o menino Sage, a Rosie, e o caçula Eden. Segundo o irmão de Ricardo, os filhos, no decorrer de um ano, foram induzidos mentir para a polícia.
“As crianças assumiram que elas eram molestadas numa idade menor”, pergunta o repórter. “Sim, no final das entrevistas, sim. Mas no começo quando as foram perguntadas nunca existiu absolutamente nada”, diz o irmão de Ricardo, Rafael Costa.
A psicóloga Linda Bennardo, que trabalhou com os filhos de Ricardo, perdeu a licença para exercer a profissão. O motivo: ter influenciado outras crianças, em outros casos, a dizer mentiras.
Linda participou de três casos semelhantes na cidade de Sedona, no interior do Arizona. De todos os envolvidos, Ricardo é o único brasileiro, o único que foi preso. Os outros foram inocentados.
A Justiça deu a Ricardo a chance de responder ao processo em liberdade. Mas, para a família, o valor da fiança é mais uma forma de pressioná-lo a assumir a culpa neste caso: US$ 75 milhões, o equivalente a R$ 125 milhões. Em dinheiro vivo é a maior fiança estipulada pela Justiça americana.
Sem ter como pagar, o brasileiro Ricardo Costa continua preso.
Dentro de detenção de Yavapai, Arizona. Entre os presos, o brasileiro Ricardo Costa. Ele foi para a prisão depois de se separar da mulher, a americana Angela Martin, e depois que os filhos passaram a frequentar um consultório de psicologia.
Ricardo foi acusado de abusar sexualmente das crianças: o menino Sage, a Rosie, e o caçula Eden. Segundo o irmão de Ricardo, os filhos, no decorrer de um ano, foram induzidos mentir para a polícia.
“As crianças assumiram que elas eram molestadas numa idade menor”, pergunta o repórter. “Sim, no final das entrevistas, sim. Mas no começo quando as foram perguntadas nunca existiu absolutamente nada”, diz o irmão de Ricardo, Rafael Costa.
A psicóloga Linda Bennardo, que trabalhou com os filhos de Ricardo, perdeu a licença para exercer a profissão. O motivo: ter influenciado outras crianças, em outros casos, a dizer mentiras.
Linda participou de três casos semelhantes na cidade de Sedona, no interior do Arizona. De todos os envolvidos, Ricardo é o único brasileiro, o único que foi preso. Os outros foram inocentados.
A Justiça deu a Ricardo a chance de responder ao processo em liberdade. Mas, para a família, o valor da fiança é mais uma forma de pressioná-lo a assumir a culpa neste caso: US$ 75 milhões, o equivalente a R$ 125 milhões. Em dinheiro vivo é a maior fiança estipulada pela Justiça americana.
Sem ter como pagar, o brasileiro Ricardo Costa continua preso.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Filhos de pais separados: Cada idade, uma reação

Fonte: revista crescer Notícias
È uma fase de adaptação, e o bebê, como uma esponja, absorve tudo ao seu redor. Especialmente nos primeiros meses de vida, a mãe é seu universo e o que ela sente reflete diretamente na saúde e no estado emocional do filho. Quando a separação acontece neste período, ela tende a ficar mais frágil ainda: a mãe perde o acolhimento e a proteção que costuma receber do marido.
Noites mal dormidas, comportamento irritadiço, mudanças no apetite e sintomas como dor de barriga, mal-estar e febre sem motivo aparente são algumas das respostas dos bebês a essas mudanças. Convém evitar conversas tensas ou mesmo agressivas diante dele (mesmo que ainda não tenha um bom entendimento das palavras, ele pode notar o tom). Se a mãe ainda estiver amamentando, que as visitas do pai não atrapalhem esse momento. Manter o ambiente de casa tranqüilo e respeitar a rotina da criança é essencial. Com os mais crescidos, a separação pode desencadear desânimo, redução do interesse por brincadeiras e atividades rotineiras. É nesta fase também que o universo do bebê passa a não se restringir mais à mãe e o pai começa a desempenhar um papel diferente para ele. Por isso é importante que a distância não destrua o vínculo entre eles. Aproveitando que as mamadas são menos freqüentes, as visitas podem ser um pouco mais prolongadas. Mas o ideal é que não passe, por exemplo, um final de semana inteiro longe da mãe. Uma opção seriam encontros durante a semana, mais breves. Nesses momentos, o pai pode, inclusive, ter a ajuda da mãe, da irmã ou de alguém com experiência, até mesmo a babá. Porém, é fundamental que ele converse com a mãe da criança para os detalhes da rotina.
Filhos de 2 a 6 anos

Fonte: Revista crescer Notícias
Diante da separação, a criança pequena costuma fazer perguntas como “cadê o papai?”,“por que a mamãe não está aqui?”, “por que vocês brigaram?” etc. Suas dúvidas e inseguranças, no entanto, vão além do que perguntam. Existe o medo do abandono,da perda do amor do pai ou da mãe e um sentimento de culpa. O psicólogo Ricardo Muratori explica que nesta fase predomina a fantasia: a criança acredita que o que ela pensa acontece. Entre os meninos, por exemplo, é comum desejarem a mãe só para si em um momento e, em seguida, identificarem-se mais com o pai. “Quando a separação acontece diante desse conflito afetivo, vem a culpa, a idéia de que foram seus desejos que desencadearam todo o processo”, afirma. As crianças também podem regredir em relação a aquisições já feitas (voltam a fazer xixi na roupa, não articulam as palavras tão bem quanto faziam, por exemplo). Podem demonstrar raiva, angústia, agressividade, ter choros freqüentes e birras mais acentuadas, alterações de sono e de apetite, dores de cabeça, vômitos e febres. Na hora de ir à escola, podem surgir dúvidas do tipo: “Se meu pai já saiu de casa e me deixou, será que minha mãe vai voltar para me buscar?”.
Para acalentar essa criança e acalmar seus conflitos emocionais, é preciso muita conversa. Ela tem de perceber o interesse dos pais em seus sentimentos.“Verbalizar colocações como ‘entendo que você esteja triste e que esteja sendo difícil’ é positivo, pois ajuda a criança a se sentir compreendida e amparada”,diz a psicóloga clínica e educacional Celise Govêa. É importante ainda a criança ter um canal pelo qual expresse, ainda que inconscientemente, seus sentimentos. Podem ser desenhos, jogos, brincadeiras, livros, simulações feitas com seus brinquedos e bonecos. Que haja, enfim, um espaço em que ela expresse simbolicamente a raiva que sente dos pais, a sensação de abandono ou o que estiver em seu inconsciente. A criança provavelmente não entende tudo o que está acontecendo, mas, enquanto empurra carrinhos, dá banho em uma boneca ou anda de bicicleta, ela projeta seus sentimentos e elabora os conflitos que está vivendo. Nesta idade há uma série de novidades que envolvem outras decisões importantes quanto à educação. Como a escolha da escola, por exemplo. É importante que seja uma questão de comum acordo, e que ambos participem desde a fase de adaptação até as reuniões com professores. Mas é no dia-a-dia, perguntando detalhes, que acriança vai sentir a presença dos pais.
Para acalentar essa criança e acalmar seus conflitos emocionais, é preciso muita conversa. Ela tem de perceber o interesse dos pais em seus sentimentos.“Verbalizar colocações como ‘entendo que você esteja triste e que esteja sendo difícil’ é positivo, pois ajuda a criança a se sentir compreendida e amparada”,diz a psicóloga clínica e educacional Celise Govêa. É importante ainda a criança ter um canal pelo qual expresse, ainda que inconscientemente, seus sentimentos. Podem ser desenhos, jogos, brincadeiras, livros, simulações feitas com seus brinquedos e bonecos. Que haja, enfim, um espaço em que ela expresse simbolicamente a raiva que sente dos pais, a sensação de abandono ou o que estiver em seu inconsciente. A criança provavelmente não entende tudo o que está acontecendo, mas, enquanto empurra carrinhos, dá banho em uma boneca ou anda de bicicleta, ela projeta seus sentimentos e elabora os conflitos que está vivendo. Nesta idade há uma série de novidades que envolvem outras decisões importantes quanto à educação. Como a escolha da escola, por exemplo. É importante que seja uma questão de comum acordo, e que ambos participem desde a fase de adaptação até as reuniões com professores. Mas é no dia-a-dia, perguntando detalhes, que acriança vai sentir a presença dos pais.
A partir dos 7 anos
Fonte: Revista Crescer notícias
A partir dos 7 anos, as crianças conseguem formar conceitos, percebem o que está acontecendo, têm um julgamento mais apropriado da situação. Tendem a fazer muitas perguntas e a manifestar tristeza e descontentamento de maneira clara e direta. O que elas precisam? De colo.
A psicanalista Miriam Chicarelli Furini afirma que, quanto maior a criança, maiores são suas condições psíquicas para lidar com a ruptura. Mesmo assim, há o sofrimento, claro em sintomas como distúrbios de sono, alterações no comportamento, irritabilidade, desejo de se isolar, mudanças no apetite.
A escola é uma boa vitrine. Atitudes mais agressivas com amigos e professores, comportamentos mais agitados, isolamento e queda no desempenho são alguns sinais de que a criança não está bem. Por isso é fundamental que a escola seja informada do que está se passando em casa.
A rotina da criança e seu círculo social, de qualquer forma, devem ser mantidos.É importante para ela, nesta fase, ir à escola, preservar relacionamentos com amigos, ter a chance de trocar experiências, tirar a mente um pouco do ambiente familiar e sustentar as responsabilidades do dia-a-dia. Bem como é fundamental manter os eventos sociais familiares, de ambas as partes. Se o dia da festa calhar de ser em final de semana ou dia em que o combinado seja estar com o outro pai, é hora de negociar encontros substitutos. Tudo pela convivência.
No geral, tente sempre conversar. É importante deixar a criança expressar sua tristeza, sem pressioná-la para reagir positivamente. Além de falar, a criança deve ter outras maneiras para expressar seus sentimentos, extravasar, deixar fluírem suas emoções. Isso pode acontecer por meio da prática de um esporte, em atividades com arte e música e até por meio de brincadeiras.
Os pais têm de ficar atentos a isso e, se notarem acriança demasiadamente fechada, uma terapia pode ser uma boa alternativa.
A partir dos 7 anos, as crianças conseguem formar conceitos, percebem o que está acontecendo, têm um julgamento mais apropriado da situação. Tendem a fazer muitas perguntas e a manifestar tristeza e descontentamento de maneira clara e direta. O que elas precisam? De colo.
A psicanalista Miriam Chicarelli Furini afirma que, quanto maior a criança, maiores são suas condições psíquicas para lidar com a ruptura. Mesmo assim, há o sofrimento, claro em sintomas como distúrbios de sono, alterações no comportamento, irritabilidade, desejo de se isolar, mudanças no apetite.
A escola é uma boa vitrine. Atitudes mais agressivas com amigos e professores, comportamentos mais agitados, isolamento e queda no desempenho são alguns sinais de que a criança não está bem. Por isso é fundamental que a escola seja informada do que está se passando em casa.
A rotina da criança e seu círculo social, de qualquer forma, devem ser mantidos.É importante para ela, nesta fase, ir à escola, preservar relacionamentos com amigos, ter a chance de trocar experiências, tirar a mente um pouco do ambiente familiar e sustentar as responsabilidades do dia-a-dia. Bem como é fundamental manter os eventos sociais familiares, de ambas as partes. Se o dia da festa calhar de ser em final de semana ou dia em que o combinado seja estar com o outro pai, é hora de negociar encontros substitutos. Tudo pela convivência.
No geral, tente sempre conversar. É importante deixar a criança expressar sua tristeza, sem pressioná-la para reagir positivamente. Além de falar, a criança deve ter outras maneiras para expressar seus sentimentos, extravasar, deixar fluírem suas emoções. Isso pode acontecer por meio da prática de um esporte, em atividades com arte e música e até por meio de brincadeiras.
Os pais têm de ficar atentos a isso e, se notarem acriança demasiadamente fechada, uma terapia pode ser uma boa alternativa.
Casal de lésbicas cria a primeira clínica de fertilização para homossexuais no Reino Unido

Fonte: Revista Crescer - Notícias
Um centro de fertilização especial para casais gays abriu suas portas em Birmingham, no Reino Unido, no começo desta semana. A ideia, que tem provocado polêmica entre grupos religiosos, surgiu do casal de lésbicas Natalie Drew, 36, e Ashling Phillips, 32, a partir de suas próprias experiências quando decidiram ter uma família. Hoje mães de Gianna, 5, e Kai, 2 (Natalie engravidou de Gianna e Ashling, de Kai), elas contaram, em entrevista à CRESCER, que muitas vezes o casal do mesmo sexo que deseja ter um filho não recebe o suporte necessário de que precisa. Além do desgaste emocional, os casais ainda sofreriam prejuízos financeiros, quando são orientados, por exemplo, a fazer um tratamento de fertilidade desnecessário. Foi o que aconteceu com elas em 2006, quando decidiram ter outro bebê – o Kai. “Fizemos inseminação artificial por quatro meses, enquanto Ash estava ovulando, mas ela não engravidava. Nas consultas com o nosso médico, ele estava mais interessado em testar o doador [queria que ele fizesse contagem de espermatozoides e teste de fertilidade] do que saber por que Ash não estava conseguindo engravidar”, conta Natalie. Alguns exames, aliás, Ashling realizou em uma clínica particular, o que custou cerca de R$ 6.500, sem necessidade. “Ele mesmo poderia tê-los feito, mas não estava disposto porque não estávamos tentando conceber pelo método natural”, diz. Depois de mais dois meses insistindo com o mesmo doador, Ash engravidou. Foi, então, que Natalie criou um site básico para ajudar outros casais gays. O objetivo foi evitar que o casal passe por constrangimentos, como ter de dar explicações sobre por que estão buscando doadores.“Em 2010, o site passou por uma remodelagem e hoje conta com um banco de dados de 4 mil mulheres no Reino Unido, 600 doadores de esperma e 250 doadores de óvulos. Este mês, elas inauguraram o Gay Family Web Fertility Centre, que, além de fazer essa ponte entre quem está procurando doadores e os doadores, também oferece consultoria para gays que querem constituir uma família, desde o início das tentativas para ter o bebê até após o nascimento. “Se o cliente precisar de uma clínica para fazer tratamento, temos algumas em que vamos trabalhar em conjunto, para garantir que ele receba o tratamento que ele/ela precisa”, diz Natalie. Apesar das críticas que têm recebido, o apoio da família, amigos e das comunidades gays não tiram a alegria do casal em ajudar na formação de novas famílias.
Confira o site: http://www.gayfamilyweb.co.uk/index.php
terça-feira, 19 de abril de 2011
Juíza de Luziânia declara indício de ato de alienação parental
15/abr/2011
Texto: Myrelle Motta
Foto: Wagner Soares
Juíza Alessandra Gontijo do Amaral
Com base na Lei nº 12.318 (artigo 4º), de 26 de agosto de 2010, a juíza Alessandra Gontijo do Amaral, da Vara de Família, Sucessões e 3º Cível da comarca de Luziânia, declarou, de ofício, o indício de ato de alienação parental (interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade) praticado pelo pai de um adolescente que tem privado o filho do convívio com a mãe desde 2007, quando obteve sua guarda, impedindo-a de visitá-lo ou mesmo de ter qualquer contato com o garoto. A partir dessa providência, a magistrada determinou a instauração do processo em ação incidental e mandou, com urgência, abrir vista dos autos, assim que formados, ao Ministério Público para posterior adoção das medidas urgentes e necessárias relativas ao caso.
Com a medida inovadora tomada pela magistrada, os feitos terão tramitação prioritária, conforme prevê o dispositivo legal. A realização de perícia oficial psicológica a ser feita por uma equipe psicossocial, de acordo com a referida lei (artigo 5º), também foi determinada por Alessandra Gontijo que estipulou um prazo de 30 dias para o seu cumprimento. Ao analisar o caso, a juíza entendeu que existem fortes indícios da síndrome de alienação parental, já que o genitor descumpre o acordo formulado judicialmente com a mãe do jovem desde que obteve a sua guarda, ainda criança.
A magistrada observou que a mãe só conseguiu manter contato com o filho por três vezes, após várias tentativas, e mesmo assim com a intervenção do Poder Judiciário que determinou a busca e apreensão do adolescente. Outros pontos analisados por Alessandra foram o repúdio manifestado por ele pela própria mãe e o depoimento de um oficial de justiça que relatou a forma usada pelo genitor para denegrir a imagem da mãe para o filho, com o objetivo de abalar o relacionamento entre eles. “O que se extrai dos autos são indícios de que o adolescente não tem sua condição de pessoa em desenvolvimento respeitada pelo pai, já que ele vem interferindo na formação psicológica do filho, afastando-o da genitora e criando nele uma resistência com relação à ela”, avaliou.
O fato do jovem ter declarado ao Conselho Tutelar que “não gosta da mãe porque ela bate nele e que por esse motivo gosta muito de morar com o pai”, na opinião da juíza, é mais uma demonstração de que ele está sendo vítima da alienação parental. “O adolescente se vê na condição de ter que optar entre gostar de um ou outro genitor, o que caracteriza suspeitas fortes da síndrome”, ponderou. A seu ver, o filho não pode ser usado como instrumento de vingança por um dos genitores, pois esse fato, conforme amplamente debatido, deixa sequelas que o acompanham pelo resto da vida. “A partir do momento que uma criança é programada para não gostar de um de seus pais ainda na infância ela entra em conflito, uma vez que se vê obrigada a posicionar-se a favor de um e contra o outro. Somente na maioridade ela conseguirá compreender esse comportamento que virá acompanhado do sentimento de culpa e se estenderá durante toda a fase adulta”, ressaltou, ao lembrar que o Poder Judiciário não pode ficar inerte diante de tal situação.
Texto: Myrelle Motta
Foto: Wagner Soares
Juíza Alessandra Gontijo do Amaral
Com base na Lei nº 12.318 (artigo 4º), de 26 de agosto de 2010, a juíza Alessandra Gontijo do Amaral, da Vara de Família, Sucessões e 3º Cível da comarca de Luziânia, declarou, de ofício, o indício de ato de alienação parental (interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade) praticado pelo pai de um adolescente que tem privado o filho do convívio com a mãe desde 2007, quando obteve sua guarda, impedindo-a de visitá-lo ou mesmo de ter qualquer contato com o garoto. A partir dessa providência, a magistrada determinou a instauração do processo em ação incidental e mandou, com urgência, abrir vista dos autos, assim que formados, ao Ministério Público para posterior adoção das medidas urgentes e necessárias relativas ao caso.
Com a medida inovadora tomada pela magistrada, os feitos terão tramitação prioritária, conforme prevê o dispositivo legal. A realização de perícia oficial psicológica a ser feita por uma equipe psicossocial, de acordo com a referida lei (artigo 5º), também foi determinada por Alessandra Gontijo que estipulou um prazo de 30 dias para o seu cumprimento. Ao analisar o caso, a juíza entendeu que existem fortes indícios da síndrome de alienação parental, já que o genitor descumpre o acordo formulado judicialmente com a mãe do jovem desde que obteve a sua guarda, ainda criança.
A magistrada observou que a mãe só conseguiu manter contato com o filho por três vezes, após várias tentativas, e mesmo assim com a intervenção do Poder Judiciário que determinou a busca e apreensão do adolescente. Outros pontos analisados por Alessandra foram o repúdio manifestado por ele pela própria mãe e o depoimento de um oficial de justiça que relatou a forma usada pelo genitor para denegrir a imagem da mãe para o filho, com o objetivo de abalar o relacionamento entre eles. “O que se extrai dos autos são indícios de que o adolescente não tem sua condição de pessoa em desenvolvimento respeitada pelo pai, já que ele vem interferindo na formação psicológica do filho, afastando-o da genitora e criando nele uma resistência com relação à ela”, avaliou.
O fato do jovem ter declarado ao Conselho Tutelar que “não gosta da mãe porque ela bate nele e que por esse motivo gosta muito de morar com o pai”, na opinião da juíza, é mais uma demonstração de que ele está sendo vítima da alienação parental. “O adolescente se vê na condição de ter que optar entre gostar de um ou outro genitor, o que caracteriza suspeitas fortes da síndrome”, ponderou. A seu ver, o filho não pode ser usado como instrumento de vingança por um dos genitores, pois esse fato, conforme amplamente debatido, deixa sequelas que o acompanham pelo resto da vida. “A partir do momento que uma criança é programada para não gostar de um de seus pais ainda na infância ela entra em conflito, uma vez que se vê obrigada a posicionar-se a favor de um e contra o outro. Somente na maioridade ela conseguirá compreender esse comportamento que virá acompanhado do sentimento de culpa e se estenderá durante toda a fase adulta”, ressaltou, ao lembrar que o Poder Judiciário não pode ficar inerte diante de tal situação.
domingo, 17 de abril de 2011
Programa Alô Pai e Mãe da Rádio Fm Cultura
Acabou de ser gravado o Programa "Alô Pai e Mãe", da Rádio Fm Cultura, 107.7, com o tema Alienação Parental, que irá ao Ar no dia 23 de abril, às 9h, e será reprisado, qurta-feira, às 13h.
No programa, apresentado por Ineida Aliatti e Márcia do Canto, participaram o psicólogo Emerson Belo, a também Psicóloga, Dra. Vera Regina Ramires, Augusto Caminha, José Luiz Monteiro, e as Advogadas Melissa Telles e Jamille Dala Nora. Tivemos a Alegria de conhecer as apresentadoras do programa, e conhecer mais de perto o trabalho realizado por elas. Vale a pena conhcer o BLOG ALÔ PAI E MÃE - que traz notícias sobre o programa de rádio para pais, avós, tias, irmãos, cuidadores, babás, professores... e todos aqueles que acreditam na educação como suporte para uma sociedade mais comprometida e feliz. Acreditamos, e portanto parabenizamos e indicamos http://alopaiemae.blogspot.com/.
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Emerson Belo e esposa, José Luiz Monteiro, Dra. Delma Ibias, Dr. Diego, Dra. Ana Gerbase e Sergio Moura.