segunda-feira, 30 de maio de 2011

Três Cidades perto do Céu

Escrito pela querida Luciana Tomasi - mais conhecida como Luli, uma mulher cheia de vida e muitos talentos, amiga especial.

Vale conferir esta linda obra.



Três Cidades Perto do cèu

Em Três Cidades Perto do Céu, Luciana Tomasi relata seu encantamento com as diferentes formas de viver com fé e sabedoria dos orientais


Artes e Ofícios: Qual a razão de escolher Srinagar, Rishikesh e Katmandu?
Luciana Tomasi: O Artur Veríssimo, que é um repórter paulista do jornalismo gonzo (TRIP, GOL), que já foi 20 vezes para a Índia e muitas vezes para o Oriente, recomendou para mim e para minha companheira de viagem este roteiro. Disse que, se optássemos por fazer uma nova viagem para o Oriente, não poderíamos deixar de conhecer estes três lugares que são muito especiais em beleza e espiritualidade. Também são três lugares onde o Himalaia tem presença marcante, em diferentes expressões da natureza. Na época do ano que escolhemos, que foi o mês de abril, a montanha tem pouca neve em Srinagar, muito verde em Rishikesh e muita neve no Nepal. Como Artur já tinha feito o maravilhoso roteiro de viagem de meu outro livro “Um Spa na Índia” pelo Rajastão, confiamos nele e nos demos muito bem na escolha.

AeO- Por que você acha que estas três cidades devem ser conhecidas ainda nesta vida, mesmo sendo absolutamente sincera ao reconhecer que são problemáticas em vários aspectos para quem as visita?
LT - Se tu vais para o Oriente, tens que esquecer momentaneamente o teu alto nível de higiene, de comunicação e de atendimento nos diversos serviços. Tudo pode demorar, vir incompleto, ser sujo. Se quiseres fazer uma viagem indiana asséptica demais, ficando a maioria do tempo em um hotel cinco estrelas norte-americano ou inglês, é melhor ficar em Londres ou Nova Iorque, porque vais gastar na viagem e não vais conhecer o mundo real destas culturas. Tu tens que ir para as ruas e estradas, fazer contato com todos, provar comidas e chás. Isto pode te acarretar problemas, surpresas e, ao mesmo tempo, uma despadronização de teus valores ocidentais. Exatamente aí reside a magia de entender diferentes formas de pensar a vida. A partir desta comunicação, tu começas a revisar teus conceitos sobre tudo. Algumas coisas fúteis passam a ter muito menos importância no teu cotidiano. Como são cidades muito fortes espiritualmente, alguns turistas mais sensíveis começam a perceber que tem algo de especial em estar ali e conviver com aquele povo. Muitos viajantes chegam e não querem mais embora. Por esta razão, os vistos indianos são caros e de curta duração.

AeO - Como um visitante deve se aproximar destas cidades no que toca à sua preparação, à sua atitude e às suas expectativas?
LT - Atualmente tu podes agendar tudo pela internet. Mas se tu quiseres a ajuda de uma boa agência, tem escritórios de viagens especializados no Oriente que escolhem o hotel, translado com guia e principais passeios. Tu podes fazer a viagem mesmo sozinho, que não há problema. Sempre tem alguém para conversar contigo em inglês. E o melhor: não tem a violência urbana diária do Brasil. Em seis viagens para a Índia que já fiz, nunca tentaram me roubar nada. Mesmo deixando lindos calçados no chão e bolsas cheias nos armários das entradas dos templos, ninguém toca. Tem ainda as excursões organizadas para quem curte, o que não é o meu caso. Também, tem muita gente viajando em grupo de amigos.
São viagens para quem gosta de aventura e não é muito medroso. A atitude de educação no contato, como em qualquer lugar, faz toda a diferença. Chegar com um sorriso, falando macio, com as palavras mágicas (por favor, com licença, desculpa e obrigado) faz toda a diferença. Se chegar estressado, grosso, falando alto, como vi muitos brasileiros fazendo no exterior, tu estás ralado, pois tudo vai dar errado e o indiano trava no atendimento.

AeO - Como você vê o Himalaia junto a estas três cidades do ponto de vista físico e do espiritual para seus moradores?
LT - A natureza para eles é Deus. Tudo que existe no mundo, que parte da natureza, foi feito por Deus e deve ser admirado como tal. Eles rezam todo o dia para a natureza, seja para uma vaca, para o sol ou para as flores. O Himalaia é uma das expressões máximas da natureza pela sua grandiosidade e imponência. Para os hinduístas, os deuses vivem todos no Himalaia. Os sadhus (homens santos renunciantes) estão todos em meditação no Himalaia, nas cavernas, criando energia positiva para combater o que a humanidade faz de porcaria no cotidiano. Tu encontras os sadhus, que são muitos e magros, quando eles descem para buscar água no Ganges, com seus baldinhos de cobre, alguns totalmente nus.

AeO - Até que ponto a mistura das religiões mantém tantas etnias e classes sociais aparentemente em harmonia?
LT - O indiano nunca te pergunta de que religião tu és, o que tu estás fazendo dentro do templo deles, se está rezando direito. Tirando o sapato e não estando nas “regras”, pode entrar em 90 por cento dos templos no país. Tem japoneses, alemães, franceses, americanos e israelitas dentro dos templos, em meio às rezas, com exceção dos muçulmanos que frequentam somente suas mesquitas. Já os indianos não frequentam as mesquitas. Os hinduístas acham o máximo tu prestigiares as festas religiosas deles. Eles acham auspicioso este interesse dos estrangeiros pelos valores hindus.
A questão das classes sociais é bem mais complicada, pois eles acreditam que se o indiano nasce para ser pária (a mais baixa classe), ele tem que se conformar, pois foi Deus quem quis assim. E o pária, em sua maioria, também concorda com este pensamento e vive feliz na sua paupérrima condição. Mesmo assim, é possível o casamento de pessoas de classes diferentes, embora pouco usual.

AeO - O consumo, o garoto com a camiseta do Nirvana, a foto de Che numa
vitrina, as mulheres que oram do lado de fora das mesquitas, o lago que encanta com a lua mas que recebe todos os dejetos, a fé absoluta: qual o futuro que você enxerga para estas cidades e suas pessoas?
LT - A globalização, com a consequente perda da diversidade, está chegando aos poucos, bem de mansinho, no subcontinente. Consigo observar muitas mudanças nestes últimos dez anos em que tenho ido à Índia. A questão maior do momento é a entrada violenta da TV a cabo com os filme norte-americanos. Assim como eles têm que evoluir e não passar o tempo todo assistindo musicais artisticamente muito simples feitos em bollywood, as meninas jovens em Bombaim já querem se vestir como as adolescentes dos Estados Unidos. As propagandas ocidentais vão se espalhando muito rápido e estimulando o consumo. A internet está direto no trabalho e em muitas casas. Os celulares aumentam o tempo todo nos trens, ônibus e ruas. Mas ainda tem cidades no interior que te lembram dos pastores na época do nascimento de Cristo, onde nada parece ter mudado.
Tem poucas mesquitas em que as mulheres podem ficar juntas com os homens. Os muçulmanos gostam de separar os sexos na hora da reza, pois dizem que a união no mesmo ambiente tira a concentração em Deus. As mulheres devem vir de lenço para não chamar muita atenção do público masculino. Muitas já usam jeans e roupa contemporânea. As mais velhas são as mais cobertas.
Nos templos e nas ruas, as indianas deixam a cabeça destapada, mas não mostram pernas nem ombros. Mas podem mostrar a barriga se quiserem. As ocidentais entram de qualquer jeito, mas se tiverem de pernas de fora ou roupa colada, vão chamar muita atenção dos homens.
A questão da poluição da água nas três cidades é violentíssima e assustadora. Não parece que vai melhorar minimamente em curto prazo, só tendendo a piorar. Não se vêem campanhas de saneamento e cuidados na televisão, mas tem vários toques nos jornais. Quando tu passas por Delhi, para seguir viagem para outros destinos, a cidade está irrespirável no momento.
A questão da fé é que segura a onda da não-violência, quando não parte para o fanastimo. É também o que controla muito o baixíssimo consumo de álcool e drogas.
Vejo um futuro promissor para a Índia e também para o Nepal porque o desenvolvimento destes países na internet é imenso. Os cérebros indianos são disputados pelos ocidentais já quando estão saindo da faculdade. Também indianos e nepaleses não são preguiçosos. Eles trabalham muito e, mesmo se não tem trabalho, andam de um lado para o outro em busca do que fazer. Os indianos alegam que consomem muita pimenta e pouca carne, por isto a grande agilidade.


AeO - A resistência pacífica ao opressor: como você vê a questão do Tibet sendo tratada na Índia e no Nepal? Até quando haverá paciência para esperar pela liberdade e pelo fim da censura e das mortes aos tibetanos?
LT - Não tem um dia na vida dos tibetanos no exílio em que eles não lembrem , seja na reza, fala ou pensamento, que estão fora de sua terra e que suas famílias e monges foram dizimados. Eles consideram os chineses uns monstros. A questão é que os monastérios foram destruídos em sua grande maioria, suas casas reabitadas e muitas famílias tibetanas seguiram na cidade e convivem com os chineses. Têm tibetanos espalhados por toda a Índia e Nepal. O fato do Dalai Lama também estar exilado vivendo na Índia, atenua um pouco a situação do povo por estarem juntos ao seu líder. Os hinduístas e nepaleses também admiram muito o Dalai. Não vejo como próxima a volta dos exilados porque os chineses não querem nem ouvir falar no assunto. São 52 anos de exílio e muitos já morreram de velhos. Nesta manifestação pacífica que filmei, os tibetanos cantam mantras 24 horas por dia para pedir ajuda para sua situação. É muito emocionante e única a forma de os tibetanos expressarem sua infelicidade.

AeO - Qual a consciência de sua importância como pólos de turismo e de
Reflexão que você viu nestas cidades?
LT - Na Índia, eles adoram os turistas por causa da entrada de divisas. Tu és visto como um cofre ambulante. Os pobres mendigam o tempo todo (não os muçulmanos). Mas mesmo quando tu não dás dinheiro ou não compra nos mercados e lojas, eles estão satisfeitos com a tua presença. Querem saber do teu país, sempre com as mesmas perguntas. Adoram que tu compareças nos casamentos e aniversários deles, pois os ocidentais trazem sorte, segundo eles. O governo indiano ganha muito dinheiro com a liberação dos vistos de entrada e os europeus compram muito ouro, tapetes, esculturas e mandam entregar na Europa. É muito barato em comparação com os preços ocidentais e os artigos chegam inteiros no destino. Os hotéis de alto luxo, sem comparação com o Ocidente em termos de arquitetura de interiores, estão sempre cheios. Os indianos têm consciência da importância da Medicina deles (ayurveda) e dos ensinamentos do yoga, mas o governo e os empresários querem que a Índia seja reconhecida pelo seu grande potencial econômico. Muitos desprezam exatamente a sua maior riqueza que é a tradição do ensino ancestral do yoga.
Em Katmandu, os moradores nem te olham direito e não fazem a mínima força para serem agradáveis. A cidade é cheia de montanhistas, alpinistas e exploradores ocidentais, sempre subindo e descendo do Himalaia. O povo parece estar cansado dos turistas, mas sabe que ganha muito com o turismo.

AeO - Os Beatles abriram, para o mundo ocidental, a realidade de uma sociedade até então fechada, ou aberta para muito poucos. Com a morte do Maharishi e o consequente abandono de seu ashram em Rishikesh, o que ficou desta revelação, inclusive para os moradores e próximos?
LT - Os indianos não parecem ter maiores informações sobre os Beatles e principalmente de tudo que se passou em Rishikesh. Eles sabem que os monges começaram a migrar para o Ocidente e que passaram a ficar muito ricos. Como as terras do Maharishi hoje em dia pertencem ao governo, por causa de uma grande briga sobre impostos, tudo está até hoje intocado, com exceção da depredação. Eles não parecem ter interesse em fazer nada no local no momento, mas acho que vão acabar fazendo, pois é inigualável e personalíssima a beleza do lugar. Se fosse nos EUA, seria mais um parque temático, com direito a dormir nas casinhas de meditação, pagando muito bem. Para o turista comum, Rishikesh não agrada muito, pois é uma cidade que não tem álcool nem carne à venda, com rede hoteleira precária.

AeO - Você uniu um sincero e apaixonado relato de viagem com informações
objetivas sobre yoga. É possível que alguém que não saiba nem mesmo respirar direito aprenda um pouco deste manancial numa viagem como essa?
LT - Sim. Apesar de já ter muito conhecimento de yoga, pois já estudava e praticava há 15 anos, quando fui para Índia aprendi muito nas pequenas aulas de que participei, nas diversas cidades que visitei. Principalmente com um mestre de 80 anos em Delhi. Também tem o pessoal mais radical que se interna em ashrams (centros de hinduísmo com pratica de yoga e meditação intensiva) e fica lá por um bom tempo até se espiritualizar profundamente ou abandonar de vez a prática. Nunca tive oportunidade, nem tempo, nem abnegação suficiente para me hospedar em um ashram. Acho que quando ficar mais velha conseguirei.

AeO- Os sons, os sabores, as massagens, a questão cármica e da consciência, o equilíbrio do ser humano consigo mesmo, suas crenças e seus lugares: como
trabalhar estes fatores mesmo sem poder viajar para 3 cidades perto do céu?
LT - Fazendo aula de yoga e meditação (a meditação faz parte do yoga) no Brasil, onde já existem excelentes escolas, já dá para o ser humano conseguir uma boa paz de espírito e desenvolvimento da consciência para as coisas que realmente interessam na vida. Ouvir boa música indiana, como os mantras cantados, e também a música erudita, é muito recomendável para a purificação do espírito. A leitura de livros sagrados, de experiências de yogues antigos e atuais, relatos de professores, tudo ajuda na busca pela chamada consciência interior. Tu não precisas virar um monge para melhorar tua vida no cotidiano, mas pequenas mudanças no estilo de vida, como comer menos carne ou nenhuma, beber pouco ou não beber, reciclar, tratar bem dos bichos e preservar a natureza, já produz um bom karma. A escolha de um estilo de vida mais simples também é importante neste caminho. O cigarro e os barbitúricos atrapalham demais, principalmente na questão da respiração yogue, no pranayama. A meditação diária muda tua vida um pouco a cada dia. Ela é o mais fundamental em todo este processo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia Nacional da Adoção



Confira o texto que retiramos da página do IBDFAM (instituto Brasileiro de direito de Família)


Brasil comemora nesta quarta-feira Dia Nacional da Adoção


24/05/2011 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM


O País comemora nesta quarta-feira, 25 de maio, o Dia Nacional da Adoção. A data foi instituída no Brasil em 2002 por meio da Lei 10.447. Desde então, alguns avanços foram conquistados nessa seara. Para o diretor nacional do IBDFAM, Rolf Madaleno, a Lei 12.010 - de 2009- é o principal progresso. Ele explica que a lei de 2009 trouxe três principais avanços.
O primeiro deles é a preocupação com a inserção do jovem em sua família biológica. A lei traz o conceito de família extensa, segundo o qual devem ser esgotadas todas as tentativas do jovem ser adotado por parentes próximos, sejam eles tios, primos, cunhados, dentre outros.
Outro aspecto ressaltado por Madaleno é a criação do Cadastro Nacional, o que, de acordo com ele, "possibilitou que crianças e adolescentes fossem adotados por pessoas de outras cidades, municípios e estados". O terceiro avanço da legislação é a validação da paternidade socioafetiva. Isso significa que meninos e meninas que não sejam legalmente adotados, mas que já participam do convívio familiar e tenham construído laços afetivos não possam ser separados de sua família afetiva.
O que avançar - Apesar das mudanças, o processo de adoção ainda tem falhas e precisa ser aprimorado. Rolf considera que a lei brasileira não tem mecanismos para facilitar e agilizar a adoção de crianças mais velhas e adolescentes. Ele explica que, no Brasil, "os pretendentes a pais preferem crianças brancas com até três anos", atitude que diminui as chances de muitos jovens encontrarem um lar. Madaleno considera que uma ação que poderia minimizar esse problema é facilitar a adoção por estrangeiros. "Muitos estrangeiros querem adotar e não se preocupam com a idade e com a cor da criança, eles só querem um filho", afirma. Além da adoção por estrangeiros, é possível ainda incentivar que brasileiros adotem crianças que não se encaixem no padrão geralmente escolhido pelas pessoas.Para tanto, o governo lançou, no último dia 24 de maio, a campanha "Família para Todos". O objetivo dessa ação é motivar pretendentes a pais a adotarem crianças mais velhas e de todas as etnias.Outra questão que a lei inviabiliza e que causa polêmica é a adoção dirigida. Hoje não é legal que uma mãe escolha quem ela quer que crie seu filho, quando a criança é colocada para adoção a preferência é dada para quem está na fila. Porém, o diretor do IBDFAM relata que isso faz com que muitas famílias que receberam um filho, vivam na marginalidade. Para ele, a lei deveria ser mais flexível e analisar a especificidade de cada caso.
Extensão de direitos - Outra discussão que não pode deixar de ser tratada a respeito do tema é a adoção por casais do mesmo sexo. Na visão do diretor, a decisão do Supremo Tribunal Federal do dia 5 de maio de 2011 - que reconheceu as uniões estáveis homoafetivas - resolve essa questão. Isso porque "seria discriminação impedir que casais homossexuais adotem filhos, já que possuem os mesmos direitos de casais heterossexuais", argumenta. Antes da decisão unânime do STF, apenas uma das partes podia adotar, legalmente, uma criança. A expectativa agora é que a adoção seja concedida ao casal e que a criança possa ter registrado em sua certidão de nascimento sua verdadeira filiação.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O DISCURSO DE CASAMENTO



Não sei bem se foi um convite espontâneo, ou se pelo fato de eu desde pequena ter a mania de fazer discursos para a família, e também por ser advogada, que minha irmã e meu cunhado me convidaram para fazer o discurso do casamento deles.
Realmente fiquei bastante feliz, mas confesso que foi uma responsabilidade e emoção muito grande.
Então resolvi dizer as seguintes palavras:
“Observei nestes anos, que muitos de nós, tem uma preocupação em comum: todos queremos conhecer bem a pessoa antes de casar. Se a Jocasta e o Clezio se conhecessem hoje e resolvessem casar amanhã, muitos de nós diríamos: que loucura eles nem se conhecem direito!
Mas também observei que logo depois de casar, a maioria de nós esquece de continuar com esta preocupação. A preocupação de conhecer o outro.
Muitos casais chegam, e dizem: eu não conheço mais esta pessoa com quem me casei.
Isso acontece porque eles esqueceram de se olhar.
Então, eu desejo que vocês se olhem todos os dias daqui para frente.
Se olhem com o mesmo olhar de curiosidade que se olharam pela primeira vez.
Que continuem fazendo planos, e querendo fazer parte do plano do outro.
E nestes planos estou incluindo o de dar a volta ao mundo, ou tomar um café na padaria da esquina, mas o mais importante é não conseguir imaginar um grande momento sem aquela pessoa ao seu lado. Como este que esta acontecendo hoje.
E grandes momentos não significam apenas os bons, mas nos grandes momentos também devem estar inclusos os de dificuldade (conflitos), pois somente através das dificuldades enfrentadas é que vocês conhecerão o gosto da superação. E só quem supera é quem ama.
Sejam compreensivos quando o parceiro estiver atravessando uma tempestade, é quando ele mais precisara do teu amor.”
Jocasta é metade filha e metade irmã o cunha é mais um presente dos anjos que recebo – quanto mais eu te conheço mais eu te gosto.
O que eu desejo? Toda a felicidade do mundo!

O Buquê

Fonte: http://baby-fazendodiferenca.blogspot.com/




"A tradição do buquê de noiva está ligada a simbologia da vida, já que as flores são os órgãos reprodutores das plantas, portanto está ligada a fertilidade.


Acredita-se que o buquê teria surgido na Grécia como uma espécie de amuleto contra o mau-olhado e, o buquê era feito com uma mistura de alho, ervas e grãos. Esperava-se que o alho afastasse maus espíritos e as ervas ou grãos garantiam uma união frutífera.


Na Idade Média era comum a noiva fazer o trajeto a pé para a igreja e no caminho recebia flores ou ervas e temperos para trazer felicidade e boa sorte. Ao fim do trajeto ela tinha já formado um buquê e cada um destes presentes tinha um significado referente, assim os antigos romanos costumavam atirar flores no trajeto da noiva, pois acreditavam que as pétalas fariam a noiva ter sorte e dar carinho ao marido.


Na Europa, durante a Idade Média, os arranjos começaram a tornar-se mais sofisticados, devido à chegada de flores exóticas.Na época Vitoriana, era impróprio declarar abertamente seus sentimentos, criou-se então a “Linguagem das Flores” para demonstrar suas intenções sem falar uma palavra sequer. Os buquês passaram a ser escolhidos por causa do significado das flores.


Na antiga Polônia, acreditava-se que, colocando açúcar no buquê da noiva, seu temperamento se manteria "doce" ao longo do casamento.Antigamente havia o hábito de guardar o buquê sob uma redoma de vidro, exposto sobre algum móvel na sala ou na cômoda do quarto.


Nos dias de hoje, o buquê é essencial para que o traje da noiva esteja completo. Ele pode ser feito de flores naturais ou artificiais.Nos casamentos realizados na parte manhã ou a tarde, é aconselhável que o buquê seja de pequeno ou médio porte e com flores do campo ou flores coloridas, já para as cerimônias a noite recomenda-se buquê maior com flores mais nobres e chamativas.


Os formatos dos buquês podem ser: pequeno e redondo, cheio e redondo, tipo cascata ou tipo braçada.Lembre-se que os buquês em flores naturais devem ser conservados em água ou no refrigerador, dependendo da flora, até a hora do casamento.


O importante é você escolher um buquê de acordo com seu vestido e personalidade e caso você não queira se desfazer do buquê então faça outro para ser tradicionalmente jogado às convidadas. Essa tradição já era praticada na antiguidade e por isso confeccionava-se dois buquês: o primeiro, abençoado pelo sacerdote era guardado.


O segundo, era lançado em direção às mulheres solteiras. Aquela que conseguir pegá-lo, teria a sorte de ser a próxima a casar.


Abaixo os significado das flores:·


Cactus: perseverança

·

Copo de leite: reconciliação·


Tulipa: declaração de amor·


Coroa imperial: majestade, poder·


Margarida: inocência, virgindade·


Camélia: beleza perfeita·


Cravo amarelo: desprezo·


Lírio: pureza·


Miosótis: fidelidade·


Flores do campo: juventude·


Celósia: fertilidade·


Cravos variados: rejeição·


Crisântemo: paixão·


Rosas: amor em suas várias formas·


Dália: crescimento·


Hortência: frieza, indiferença·


Dedaleira: falsidade·


Gerânio escuro: tristeza·


Dente-de-leão: oráculo·


Gérbera: vida, energia


Fonte: SOS noivas, Superinteressante, períodicos entre outras fontes na internet.


A JOCASTA QUERIA UM BUQUÊ DE ROSAS CAROLINAS VERMELHAS.


O significado deste buquê para minha irmã, é muito especial.


Significa o amor dos pais dela. Como o pai esta em memória, ela sonhava em carregar nos braços o buquê de rosas carolinas.


Ocorre que uma hora antes da cerimônia iniciar ficamos sabendo que não haveria buquê de rosas carolinas!


Nossa que correria!! Eu, Jamille (madrinhas) e a Leda da estética, saimos correndo pelas ruas de Guaíba em busca das rosas carolinas, e de alguém disposta a fazer o buquê em menos de 30 minutos.


O resultado?




Conseguimos!!!!

Às vezes eu realmente acho que o amor move montanhas!

Pedido de Casamento Gay

São Paulo registra o primeiro pedido de casamento gay


23/05/2011 Fonte: Espaço Vital


Luiz Ramiris, 51, e Guilherme Amaral Nunes, 25, formalizaram na sexta-feira (20) o primeiro pedido, no Estado de São Paulo - possivelmente o primeiro também no Brasil - de conversão de união estável de pessoas do mesmo sexo em casamento. A apresentação dos documentos foi feita no 34º Cartório de Registro Civil de Cerqueira César, na região central de São Paulo.


O cartório na rua Frei Caneca, via pública conhecida por ser um reduto gay, é um dos três registros civis da cidade que aceitam converter esse tipo de união em casamento, após o STF ter reconhecido que casais homossexuais também formam famílias. As informações são da Folha de SP.


A decisão do STF, de 5 de maio, não menciona diretamente que gays agora podem converter a união estável em casamento. Isso quer dizer que o pedido do casal ainda poderá ser negado. No casamento, as pessoas mudam de estado civil, enquanto na união estável não há essa mudança.
O juiz da 2ª Vara de Registros Públicos da Comarca de São Paulo, Guilherme Madeira Dezem, diz que ainda precisa formar opinião sobre a conversão de uniões gays em casamentos. "Há vários posicionamentos na doutrina."


Ramiris e Nunes esperam que o casamento resolva algumas coisas. "Queremos comprar um imóvel e resolvemos casar para facilitar a questão do financiamento", afirmou Ramiris, cujo apelido é Lula. Há quase cinco anos juntos, eles se consideram "um casal moderno".


"Nós nos conhecemos pela Internet. Nos encontramos um dia em uma praça e eu levei um vinho branco. Ele me pediu em namoro", contou Lula. Os dois passaram a morar juntos oito meses depois e em 2007 registraram uma escrituram de união estável.


O procedimento no cartório durou 20 minutos. O texto do documento assinado pelos companheiros foi preenchido pela funcionária. Em vez de noivo e noiva, eles foram chamados de "pretendentes".

O cartório ficou repleto de olhares curiosos. "Deus me livre", disse uma mulher, ao ver o beijo do casal. Parentes de noivos hétero que celebravam o matrimônio viraram as costas para o casal gay.


Segundo o registrador titular do cartório, Adolpho da Cunha, o edital do casamento será levado para publicação até segunda num jornal local. Ele abrirá vistas do processo para um juiz e o Ministério Público. "Se não houver oposição ou impedimento, o casamento será oficializado" - disse.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

STF Reconhece nova entidade famíliar.

Maravilhoso texto escrito pela Dra. Delma Silveira Ibias, advogada e Presidente do IBDFAM/RS, sob o título "Afeto como Valor Jurídico". Vale a pena conferir.

Fonte: IBDFAM


O Afeto como Valor Jurídico



10/05/2011 Autor: Delma Silveira Ibias


A sociedade está imbuída de euforia, após a sessão histórica do Supremo Tribunal Federal, onde foi reconhecida por 10 votos a zero, às relações homoafetivas, os mesmos direitos concedidos às uniões estáveis heterossexuais. No julgamento da ADI - Ação Direta de Incostitucionalidade nº 4277, proposta em 2008, pelo Estado do Rio de Janeiro, que pedia que o Código Civil e o Estatuto dos Servidores Civis do Estado não fisessem discriminação entre casais heterossexuais e homossexuais quanto ao reconhecimento da união estável e na ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132, proposta em 2009, pela Procuradoria Geral da República, que pedia o reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, a Suprema Corte guardiã da Constituição Federal, disse sim aos princípios fundamentais que norteiam a Carta e disse não à discriminação, ao preconceito e à intolerância.


Restou cristalina na síntese dos votos dos ministros, que as relações homoafetivas são marcadas pelo amor, afeto e solidariedade. O afeto foi erigido ao seu mais alto conceito, ou seja, tornou-se balizador principal a caracterizar as relações públicas, contínuas e duradouras, com o intuito de constituir família, a partir de agora, também entre pessoas do mesmo sexo.


Importa registrar que o STF não extravasou a sua competência, invadindo a órbita do congresso Nacional, ao decidir sobre tal questão, aliás, é bom que se diga, que este sim, é que não desincumbiu-se das suas funções, ao omitir-se por muitos anos, em legislar sobre tal assunto, pois desde 1995, quando a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto sobre a parceria civil, que o Congresso vem se esgueirando e não foi diferente, recentemente, quando da votação do PL nº 674/07, idealizado pelo IBDFAM, denominado Estatuto das Famílias, quando, para bem de passar o projeto, teve de ser retirado os artigos que regulavam as uniões homoafetivas, pois as bancadas conservadoras e religiosas, confundem direito com valores morais particulares e religiosos, o que não deve ocorrer, tendo em vista que o Brasil é um país laico e não deve legislar, apenas, para um segmento moral e religioso, mas sim para todos os seus cidadãos, independente da sua crençae convicções religiosas.


Como ousa acontecer, na mais alta Corte do país, os princípios constitucionais foram exaustivamente analisados e traçados, com maestria, pelo ministro Carlos Ayres Britto, relator dos processos, que com clareza solar fez um cotejo entre liberdade, direito a não discriminação, solidariedade, igualdade e dignidade da pessoa.


Vale registrar a colocação do Presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso que, ao concluir a votação pediu ao Congresso que regulamente as conseqüências da decisão por meio de uma lei: "o Poder Legislativo, a partir de hoje tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte seja justificada". Já o ministro relator Carlos Ayres Brittto afirmou ao final do julgamento: "A equiparação entre casais homossexuais e heterossexuais é para todos os fins e efeitos, mas o legislativo está livre para fazer o que quiser. Foi um abrir de portas para a comunidade homoafetiva, mas não um fechar de portas para o Poder Legislativo".


O ministro Luiz Fux foi categórico ao cunhar a pergunta e, ao mesmo tempo, respondê-la: "por que homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito".


Esta decisão do Supremo põe fim a uma celeuma de discussões que travava-se quando a questão era as uniões homoafetivas, pois a partir de agora elas são equiparadas às uniões estáveis previstas legalmente, entre casais heterossexuais, garantindo-lhes, direito à herança, à partilha igualitária de bens, à pensão alimentícia, à dependência previdenciária, à inclusão em planos de saúde, à licença médica, dentre outros.


Este julgamento histórico vem fomentar, ainda mais, as relações multidisciplinares da família contemporânea, os quais estarão sendo discutidos no III Congresso de Família do Mercosul, nos dias 02 a 04 de junho do corrente, no auditório do Ministério Público do RS, em Porto Alegre, promovido pelo IBDFAM/RS, cujas informações podem ser obtidas através do site: www..gweventos.com.br/congressoibdfam.


Certamente este julgamento vai mudar a vida de, no mínimo, 60 mil casais homoafetivos brasileiros, segundo dados do mais recente Censo do IBGE, cidadãos que, a partir de então, deixam de fazer parte das minorias excluídas e passam a gozar de todos os direitos constitucionalmente conferidos aos casais heterossexuais.


Delma Silveira Ibias é advogada e presidente do IBDFAM/RS

segunda-feira, 9 de maio de 2011

STF Reconhece Familía homoafetiva como Entidade Familíar

STF aprova união gay em sessão histórica

06/05/2011 Fonte: Folha de S. Paulo

Supremo decide que não há mais no país diferença entre as relações estáveis de heterossexuais e homossexuais

Decisão dá segurança jurídica em relação a direitos como herança e compartilhamento de planos de saúde

Em julgamento histórico, o Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, de forma unânime, que não há diferença entre relações estáveis de homossexuais e heterossexuais.

Os ministros disseram que ambas formam uma família.

A decisão dá a casais gays segurança jurídica em relação a direitos como pensão, herança e compartilhamento de planos de saúde, além de facilitar a adoção de filhos.

Mesmo assim, os casais podem ter de ir à Justiça para ter tais direitos reconhecidos.

Em São Paulo, um grupo de cerca de 150 foi até a avenida Paulista para comemorar. O local é palco da maior parada gay do mundo. Também é um local onde vários homossexuais já foram agredidos.

O texto formal da decisão, chamado de acórdão, não tem prazo para ser publicado, mas o resultado do julgamento já vale a partir de hoje. O documento será redigido pelo relator, para quem a decisão engloba todos os direitos.

AÇÕESEm dois dias de julgamento, o tribunal superior julgou procedente duas ações que pediam a equiparação das uniões homoafetivas à união estável entre heterossexuais.
Uma foi movida pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que incorporou a bandeira após instituir pensão a companheiros de servidores gays no Estado. A outra foi movida pela Procuradoria Geral da República.

Sete ministros disseram que casais gays têm os mesmos direitos e deveres, sem ressalva. Assim votaram o relator, Carlos Ayres Britto, e os colegas Luiz Fux, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello.

"Por que homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas pela Constituição: a intolerância e o preconceito", afirmou Fux.

Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cezar Peluso, apesar de reconhecerem a união gay como uma família, fizeram algumas ressalvas.

Peluso, por exemplo, afirmou que a decisão não encerra todos os temas, que precisarão ser regulamentados pelo Congresso Nacional. "A decisão convoca o Legislativo para colaborar com o Supremo Tribunal Federal", disse.

"A equiparação [entre casais homossexuais e heterossexuais] é para todos os fins e efeitos, mas o legislativo está livre para fazer o que quiser. Foi um abrir de portas para a comunidade homoafetiva, mas não um fechar de portas para o Poder Legislativo", afirmou o ministro Ayres Britto, ao final do julgamento.

Diferentemente de sessões recentes, como o caso da Lei da Ficha Limpa, repleto de discussões e impasses, ministros concordaram entre si e criaram clima de vitória histórica. Alguns se emocionaram, como Ayres Britto e Luiz Fux, que até embargou a voz.

Presentes na plateia, representantes da comunidade gay se mostraram satisfeitos com a posição dos ministros.

Ainda no primeiro dia de julgamento, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), por exemplo, aplaudia silenciosamente cada frase dita pelo relator no voto inicial.

O único ministro que não participou do julgamento foi José Antonio Dias Toffoli, que estava impedido por ter atuado no caso quando ainda era advogado-geral da União.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1. O que o Supremo Tribunal Federal julgou ontem?Os ministros do tribunal reconheceram que a relação homoafetiva é uma "família" e afirmam que um casal gay, numa união estável, tem mesmos direitos de um casal heterossexual, numa união estável.

2. Quais os direitos que poderão ser reconhecidos?Adoção de filhos, pensão/aposentadoria, plano de saúde e herança são alguns dos exemplos. O casamento civil, no entanto, não foi legalizado com a votação de ontem no Supremo.

3. A mudança é automática?Em alguns casos, o direito poderá ser negado, e o casal terá de recorrer à Justiça para que seja reconhecido.

4. E na adoção?Segundo especialistas, ainda deve haver dificuldades para adotar crianças. A decisão do Supremo Tribunal Federal não define explicitamente esse direito, apenas reconhece direitos e deveres da união homossexual.

5. Como ocorria até hoje?Até agora, cada juiz decidia sobre os direitos de casais homossexuais segundo o seu entendimento. As uniões gays, até então, não eram aceitas juridicamente como uniões familiares em alguns casos.

REPERCUSSÃO

Beto de Jesus, da Frente Paulista Contra a Homofobia:"Só é triste que tenha vindo tão tarde e pelo Judiciário, porque já deveria ter vindo pelo Legislativo. Vai chegar o dia em que vamos virar e dizer para o Legislativo: está caduco"

Hugo Sarubbi Cysneiros, advogado da CNBB:"Temos agora um novo modelo constitucional que não foi discutido pela sociedade numa Casa Legislativa e que é contrário à vontade dos legisladores de 1988"

Carlos Apolinário, vereador do DEM-SP"Reconhecer o direito de morarem juntos e serem felizes eu concordo, mas reconhecer como homem e mulher é ultrapassar o que deseja o Congresso, que é quem deveria cuidar disso"

José Fernando Simão, doutor em direito civil e professor da USP:"Não poderá mais haver leis que discriminem. A decisão serve de verdadeira lição de cidadania e forma indireta de combate à homofobia"

Luigi Torre, jornalista que mora há três anos com o companheiro:"Agora não vai mudar exatamente nada para meu relacionamento, mas acho que os efeitos serão maiores depois que acabar a relação"

Decisão facilita adoção por gays, diz especialista
Para ex-magistrada, "lei é clara ao permitir que pessoas em união estável adotem"
Outros direitos, como a participação em planos de saúde e previdência, também são estendidos, afirmam advogados

DE SÃO PAULO

"Agora, nenhum tribunal pode dizer que não há direitos [aos casais gays]", diz a ex-desembargadora Maria Berenice Dias, uma das principais especialistas do país em direito homoafetivo.

Ela foi citada várias vezes por ministros do STF na votação de ontem que reconheceu união gay como família.

Para Berenice, após o julgamento a adoção por casais gays deve ficar ainda mais facilitada. "Já há precedentes no STF em favor dos gays nesse sentido. A lei é clara ao permitir que pessoas em união estável adotem."

Mesmo assim, o STF não deixou explícito se realmente o direito à adoção seria estendido automaticamente.

Na opinião dos especialistas ouvidos pela Folha, a decisão do STF consolidou os direitos de família aos casais homoafetivos -como a participação em planos de saúde e previdência, direito à visita em hospitais, pensão e partilha de bens igual à união estável heterossexual.

José Fernando Simão, professor da USP, ressalta que a decisão do Supremo ontem foi uma "revolução e um momento histórico para a vida brasileira".

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Rodrigo da Cunha Pereira, a decisão vai incentivar o Legislativo a aprovar projetos de lei que permitam o casamento homoafetivo.

Com o casamento, que é um contrato formal feito em cartório, a pessoa muda seu estado civil e passa a ser considerada cônjuge.

A advogada especialista em direito de família Janaina Stabenow acha que o grande trunfo da decisão é a estabilidade e a segurança jurídica criadas. "Só vai faltar aprovarem o casamento, para que tudo fique 100% resolvido."

Já Berenice Dias acredita que os casais poderão até pedir a conversão da união estável em casamento."A Constituição prevê a conversão facilitada, e isso é o que muitos devem pleitear".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sandra Baccara defende perícias em casos de Alienação Parental




Dra. Sandra Maria Baccara Araújo, Doutora em Psicologia pela Unb,Especialista em Psicoterapia Infantil e do Adolescente pela SBPPDG/CESJF, Especialista em Psicoterapia Conjugal e Familiar e parceira da Associação Brasileira Criança Feliz, profere Palestra no auditório da OAB/DF, sobre Alienação Parental defendendo a "boa" perícia.



Palestrante defende perícias em casos de alienação parental


Brasília, 29/04/2011 - O auditório da OAB/DF recebeu um público de cerca de 200 pessoas para a palestra sobre alienação parental proferida pela psicóloga Sandra Baccara e pelo desembargador do TJDFT, Arnoldo Camanho, na quarta-feira (27/04). O evento foi promovido pela Escola Superior de Advocacia. A conselheira da OAB/DF, presidente da Comissão da Mulher Advogada, Maria Cláudia Azevedo de Araújo, abriu os trabalhos. “Apesar de se tratar de um problema antigo, ainda temos muito que aprender, pois a lei é nova”, disse, referindo-se à Lei 12.318 de 2010, que dispõe sobre a alienação parental e a define como “a interferência na formação psicológica da criança induzida por um dos pais, familiares ou responsáveis, para causar prejuízo aos vínculos dela com o outro genitor”. Sandra Baccara iniciou com a abordagem teórica e destacou questões importantes relacionadas aos casos observados em sua experiência na área clínica, como a implantação da falsa memória, “que é quando a criança ou adolescente passa a acreditar numa verdade que não viveu. Um exemplo disso é a falsa acusação de abuso sexual, que infelizmente é muito comum em processos de separação litigiosa”. Em seguida o desembargador Arnoldo Camanho fez sua explanação sobre o tema “Alienação Parental e os Poderes do Juiz da Vara de Família”. Iniciou destacando a importância de sua palestra ter sido precedida pela da psicóloga, “pois o assunto repercute no Judiciário, mas seus temas e definições se originam essencialmente na psicologia”. Camanho comentou ponto a ponto a lei da Alienação Parental e discutiu controvérsias como a aplicação equivocada da Lei Maria da Penha em casos em que a mulher emprega falso testemunho na tentativa de alienar a criança do pai. Aspectos processuais, como a imprescindibilidade do Ministério Público e a requisição de perícias pelos magistrados, também foram abordados. “Apesar de a lei prever apenas a possibilidade, a perícia deve ser requisitada em todos os casos, pois o juiz é um profissional do Direito, ele não tem que ter esse preparo, ele não é psicólogo”. Outro ponto polêmico levantado foi sobre crianças em idade muito precoce serem ouvidas em juízo, para efeito da decisão sobre a guarda. “Pessoalmente tenho restrições, porque deixar a criança verbalizar com quem quer ficar é atribuir a ela o peso de uma responsabilidade que os pais não conseguiram assumir”. Ao final da palestra, a audiência teve a oportunidade de debater com os especialistas. A advogada Marcela Nunes considera muito importante que os advogados que atuam em varas de família se informem sobre alienação parental. “É preciso conhecer a fundo o tema, pois nesses casos pesam tanto nossa responsabilidade profissional para com um cliente quanto nossa responsabilidade ética para com o futuro de uma criança”. Reportagem - Demétrius Crispim Foto – Valter Zica Assessoria de Comunicação – OAB/DF




Outros artigos da Dra. Sandra Baccara no nosso Bolg: http://mediarfamilia.blogspot.com/2010/07/psicologia-e-alienacao-parental.html

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Famílias e seus conflitos: Comemoração dO 1º ano da ABCF#comment-form

Famílias e seus conflitos: Comemoração dO 1º ano da ABCF#comment-form

ABCF COMBATENDO ALIENAÇÃO PARENTAL NO BRIQUE DA REDENÇÃO PORTO ALEGRE

A Associação Brasileira Criança Feliz acredita que a divulgação é o melhor caminho para combater a Alienação Parental. Associados da ABCF panfleteando no Brique da Redenção, informando à sociedade sobre a existência da Lei 12.318/2010, e dos prejuízos psicológicos que os filhos podem vir a sofrer caso ocorra a Alienação Parental.















































Comemoração dO 1º ano da ABCF

Foi uma alegria a comemoração de um ano da Associação Brasileira Criança Feliz como entidade devidamente Registrada. Tivemos a certeza que estamos no caminho certo, lutando pelos direitos de filhos de pais separados.

Sérgio Moura - Presidente da Associação Brasileira Criança Feliz, agradeceu a presença de todos, e mais uma vez salientou a importancia do combate à Alienação Parental.


Melissa Telles, lendo o texto - Por quê?



Presidente do IBDFAM/RS Dra. Delma Ibias, parabenizou a Associação Brasileira Criança Feliz pelos trabalhos realizados.





Sérgio Moura Presidente da ABCF, foi presenteado pela Dra. Delma Ibias, Presidente do IBDFAM/RS


Dra. Delma Ibias Presidente do IBDFAM, presenteando a Dra. Ana Gerbase Diretora da ABCF no Rio de Janeiro




Vereador Mário Manfro registrando a alegria de fazer parte da Associação Brasileira Criança Feliz.




Dra. Jamille Dala Nora, soltando a voz - Cantando a Música da Maria Gadú, Dona Cila.


De todo o amor que eu tenho

Metade foi tu que me deu

Salvando minh'alma da vida

Sorrindo e fazendo o meu eu

(...)

PARABÉNS ABCF!

Mais Fotos da Festa de Confraternização da ABDF





Dra. Jamille Dala Nora, Werner Soares, Melissa Telles, Sérgio Moura e Dra. Ana Gerbase do Rio de Janeiro.
Dr. Paulo Klump, Dra. Delma e Dra. Molinaro


Emerson Belo e esposa, José Luiz Monteiro, Dra. Delma Ibias, Dr. Diego, Dra. Ana Gerbase e Sergio Moura.

Estudo de casos de Alienação Parental



No dia 29 de Abril de 2011, conforme agenda da Associação Brasileira Criança Feliz, realizou-se o encontro entre o grupo G5- Integrantes do serviço de atendimento jurídico da URFGS, as Advogadas associadas da ABCF, Melissa Telles e Jamille Dala Nora e o Diretor do PPJ/RS Augusto Caminha, onde estudaram casos reais de Alienação Parental.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mato Grosso: Sob alegação de alienação parental, Defensoria intervém e consegue na Justiça reaver a guarda em favor da mãe

Fonte:JusClip


Sofrendo forte interferência na formação psicológica de J.M.C.J, por pressão exercida pelo pai, a mãe da criança buscou na Defensoria Pública de Ribeirão Cascalheira (distante 900 km à Leste de Cuiabá) o direito à guarda do filho menor.


A auxiliar de limpeza C.F.S.C., após separar-se, enfrentava dificuldades impostas pelo ex-marido, que iam desde uma simples visita ao filho (que estava sob a guarda de fato do pai), à possibilidade de ter um convívio familiar saudável, que insistia em denegrir a imagem da mãe perante a criança, fazendo-lhe acusações das mais vis e absurdas.

Buscando, dentre outros direitos, reaver a guarda da criança, procurou o auxílio da Defensoria. O ex-marido, sabendo disso, intensificou o plano de difamação da mãe à criança, e passou a fazer ameaças das mais diversas. E foi justamente por tal razão, bem como a notícia de mudança de domicílio com objetivo de por fim a convivência entre mãe e filho, que permitiu à Defensoria obter a alteação liminar da guarda.


Segundo relato da assistida, já não era mais suportável o convívio com o ex-marido e a difícil situação em que estava o casamento levou-a à separação. “Eu já vinha sofrendo ameaças e agressões físicas por conta do ciúme excessivo e doentio dele. Por isso me vi obrigada a sair de casa e deixar meu filho com o pai, por não ter para onde ir”, disse a mãe.


Sabendo das adversidades que encontraria pela frente até que pudesse se restabelecer, achou melhor deixar o filho sob os cuidados do pai, mas, sempre tentou se manter próxima da criança, até o momento que pudesse tê-lo definitivamente.


“As visitas da auxiliar de limpeza ao filho estavam sendo marcadas pela agressividade do ex-companheiro.

Em quase todos os momentos ele utilizava palavras de baixo calão para se referir a assistida, tratando-a mal, agredindo-a verbalmente e até fisicamente na frente do menor. “Chegou-se ao cúmulo de o pai ameaçar a criança de matar a mãe, se manifestasse o desejo de morar com ela. Isso um dia após visita da mãe ao filho, em que ele externou justamente essa vontade, inclusive perante o Conselho Tutelar” ”, explica o Defensor Público da Comarca responsável pelo caso, João Augusto de Sanctis Garcia.


“A prática desses atos é um abuso ao direito fundamental da criança ao convívio familiar saudável. O pai é o evidente responsável por isso. Neste processo vingativo, o filho está sendo utilizado como instrumento da agressividade direcionada à assistida. É típico caso de alienação parental, quando um dos pais tenta virar a criança contra o outro, e quem acaba sofrendo mais é o filho.”, explicou ainda João Augusto.


Ao tomar conhecimento da situação, tanto pelo relato da assistida quanto por relatório do Conselho Tutelar local – de que o pai denegria a imagem da mãe e ameaçava a criança, bem como descobrir que o ex-marido pretendia mudar de cidade e levar o menino, o Defensor Público entrou perante o Judiciário com medida cautelar inominada com pedido de liminar, para que a criança não viesse a sofrer os distúrbios da síndrome da alienação parental. “Conforme prevê o artigo 2º da recente Lei 12.318/10, considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores. Portanto, o mais plausível a fazer é cessar de imediato a atuação desfavorável do réu sobre a criança e conceder a guarda provisória a mãe”, esclareceu.


Diante das argumentações feitas pelo Defensor, o Juiz da Vara Única da Comarca de Ribeirão Cascalheira, Walter Tomaz da Costa, acatou o pedido de medida cautelar inominada com pedido de liminar em favor da mãe.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Abertura da Semana de Conscientização da Alienação em Porto Alegre

Conforme previsto na agenda de Eventos da Associação Brasileira Criança Feliz, ocorreu no dia 25 de abril às 14h a abertura Oficial da Semana de Conscientização da Alienação Parental em Porto Alegre.





A Associação Brasileira Criança Feliz, contou com o carinho especial da Dra. Maria Berenice Dias - Madrinha da ABCF como se refere o Presidente da associação Sérgio Moura, com o apoio inigualável do vereador Mário Manfro e de alguns membros da ABCF - Vice presidente Werner Soares, Conselheiro Augusto Caminha, tesoureito Dr. Paulo Klump e a advogada Melissa Telles.




DANDO CONTINUIDADE



29/04/2011 - Sexta-feira - 14h30 - Grupo de Estudos de casos reais sobre AP - prática jurídica - ABCF e SAJU 5/UFRGS, coordenação: Adv Melissa Telles;


30/04/2011 - Sábado - 15h - Reunião de Diretoria, pauta: "I Congresso Nacional de Alienação Parental", a ser realizado em 2012;


1/05/2011 - Domingo - 10h30 - Manifestação Pública no Brique da Redenção - Apresentações artísticas, panfletagem e esclarecimento ao público.


A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA CRIANÇA FELIZ conta com a participação de todos no Brique da redenção Domingo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Combatendo a Alienação Parental - ABCF

Por que?


Coordenação: Melissa Telles Barufi e Jamille Dala Nora


Neste momento tão significativo, onde estamos prestes a comemorar a “I Semana Oficial de Conscientização da Alienação Parental em Porto Alegre[1]”, e o Aniversário da Associação Brasileira Criança Feliz[2], decidimos refletir, e assim surgiram algumas perguntas: Por que? O que buscamos? Por que passamos domingos no Brique da Redenção distribuindo panfletos, e conversando com pessoas estranhas sobre a Importância da Convivência Familiar? Por que às vezes brigamos nas reuniões em busca de uma idéia melhor para divulgar a guarda compartilhada? Por que estamos dispostos a viajar quilômetros para fazer palestras sobre a Alienação parental? Por que nos reunimos no Grupo Vivências, até tarde da noite, para dividir o peso de quem sofre as conseqüências de ser alienado? Por que saímos de nossas casas, largamos nossos trabalhos, e vamos a Instituições de Ensino, Conselho Tutelar, oferecer nossos serviços, gratuitamente - que temos que pagar para fazer isso? Por que muitos de nós se dispõem a abrirem o coração, e dizer ao mundo: “sim eu estou sendo acusado de ter abusado os meus filhos”. Por quê?

Fazemos tudo isto, por que não podemos aceitar as injustiças – talvez sejamos todos filhos da nossa querida Dra. Maria Berenice Dias que sempre diz: “aplicar a lei é fácil, difícil é fazer justiça”. Fazemos isso porque queremos fazer valer o direito de amar e ser amado, queremos conviver com os nossos filhos – e aqueles que não tem filhos se comovem quando pais e filhos são separados injustamente. Fazemos isso por que queremos ser livres para amar pai e mãe e não queremos ser postos em conflito de lealdade, fazemos isso por que queremos um mundo melhor, e sabemos que isso só será possível se criarmos pessoas felizes.

Qualquer um pode aceitar a morosidade do Judiciário, mas nós não;
Qualquer um pode ficar sentado esperando que “alguém” faça alguma coisa, nós somos este alguém;
Qualquer um pode dizer que tudo esta errado, mas nós queremos buscar soluções;
Qualquer um pode dizer que tudo está perdido, e que não existe mais caminho, nós queremos construir pontes;
Qualquer um pode suportar a saudade, nós só a aceitamos com a morte;
Qualquer um pode dizer que não precisamos de pai ou de mãe, nós queremos os dois;
Qualquer um pode aceitar uma sentença injusta, nós recorremos;
Qualquer um pode abrir mão de criar, educar, sustentar, apoiar, cuidar de seus filhos, sejam eles biológicos, ou sócio afetivos, nós não abriremos mão deste direito/dever; e
Qualquer um pode dizer que não pode, nós acreditamos e trabalhamos para poder construir um futuro melhor.

Não pretendemos ser mais um grito passageiro, e sim um caminho a ser seguido por todos que festejam a liberdade de poder construir quantas famílias forem necessárias para encontrar a plena felicidade – mas que devem respeitar o filho que geraram junto com aquele homem ou aquela mulher que não mais pode ser chamado de “amor”, mas que respeitem que aquele “ex amor”, continuará sendo pai ou mãe de seu filho.

Queremos educar, formar, humanizar, respeitar os direitos individuais, proteger a convivência familiar, queremos que nenhuma criança seja manipulada, usada de ferramenta de vingança, cabo de guerra, troféu, moeda de troca, posta em conflito de lealdade, disputada como objeto, abusada moralmente, sexualmente e psicologicamente.

Trabalhamos para: Que no Futuro próximo:












“Que todos conheçam o termo Alienação Parental, e as conseqüências drásticas que causa na vida de crianças e adolescentes, mas que se esqueçam de praticá-la.” (Vereador Mario Manfro)






“Possam prevalecer a ética, e a responsabilidade de todos os operadores de direito e demais profissionais envolvidos nas questões familiares. Que as práticas de Alienação Parental permaneçam no passado. Que as crianças possam, livremente, amar e serem amadas por seus pais. Que o respeito, liberdade, igualdade e a solidariedade sejam base da sociedade que abrigará as crianças de hoje.” (Ana Gerbase, advogada, representante da ABCF/RJ)





"Nossas crianças e adolescentes sejam mais felizes. Para tanto nós adultos precisamos ter a humildade de entender que ao terminar um casamento o que acaba é o subsistema conjugal - marido e mulher - nunca o subsistema parental. Pai e mãe seremos enquanto nós ou nossos filhos existirem. Respeito, ética e amor são substâncias fundamentais para uma vida plena e tranqüila" Sandra Maria Baccara Araújo - Psicóloga - Brasília - DF - sbaccara@terra.com.br





“O mundo seja melhor, e um mundo melhor se constrói com crianças saudáveis, e crianças saudáveis precisam ser criadas por pais saudáveis e equilibrados. E tudo isso se consegue através da educação – conscientização.” (Emerson Belo, psicólogo, facilitador do Grupo Vivências – Um projeto da ABCF.)


“O Poder Judiciário entenda que a morosidade é um dos fatores que mais fomentam as disputas existentes em conflitos familiares. E que necessita se adequar a uma nova era, trabalhando com equipes multidisciplinares, como já escreveu o Juiz Eliézer Rosa ( im A Voz da Toga.,AB ed.,p.85) – “...num futuro, que não estará distante, a primeira instância será colegiada, assistida de psicólogos, educadores, sacerdotes e médicos. Não sei como se possa imaginar um juiz de família e um juiz criminal trabalhando sozinhos, desajustados de tais elementos coadjuvadores de sua obra.” – para contribuir na construção de um futuro melhor para todas as famílias.(Jamille Dala Nora, advogada, Telles e Dala Nora)





“Que o genitor não guardião, jamais seja tolhido de seus direitos em relação a seus filhos.” (Werner, Vice-presidente da ABCF)





“Os advogados familistas sejam mais conciliadores, realmente aprendam que nos processos que envolvem crianças, ninguém ganha quando não se chega em um acordo e conscientização de que os pais devem respeitar os filhos. O papel do advogado é ajudar a família que está passando por um processo de transformação, a encontrar uma maneira de manter o equilíbrio para o bom desenvolvimento do ser humano que geraram juntos. Nós advogados somos passantes na vida de pais e filhos, diferente da relação entre eles, que é indissolúvel. (Melissa Telles, advogada, secretária da ABCF/Porto Alegre)


“A mediação seja a primeira opção de resolução de conflitos familiares.” (Maria Aparecida Dala Nora, advogada, professora de Prática Jurídica e Mediadora de Conflitos Familiares)


“O Judiciário esteja mais atento ao ‘real’ conflito envolvendo a família, atento para não decidir com base em documentos que ‘tudo aceitam’, que realmente dê atenção - descaso e morosidade só servem para prejudicar a criança, pois em muitos casos, estas são tratadas como um troféu. O mundo mudou, hoje o trabalho para cuidar de uma criança é o mesmo, tanto para a mãe quanto para o pai, a real Maternidade ou Paternidade deve ser exercida com igualdade – e que os julgadores vejam, que homem pode trocar fralda, dar mamadeira, que também sabe passar noites acordados embalando o filho – que pai também ama incondicionalmente.”(Alexsandro Beatrici, Sócio Fundador da ABCF)







“O judiciário não seja tão moroso, pois o tempo é um aliado da Alienação Parental.“ (Augusto Caminha, Sócio Fundador da ABCF e Diretor da PPJ/RS)


“O Judiciário olhe definitivamente para as crianças, com seriedade, responsabilidade e comprometimento com os direitos dessas crianças e dos seus pais. Rogo que um dia, o esforço de um Magistrado em dar a uma criança torturada por um pai ou mãe criminosamente repercuta pelo mundo inteiro, e que sirva de mola propulsora para uma mudança de concepção no Judiciário, permitindo que pais e filhos participem dessa grande festa que é a vida. E que Leis não sirvam apenas para esconder e dissuadir direitos mínimos das crianças vítimas de adultos inconseqüentes. (Rafael Luft, Capitão da Polícia Militar RS)





“O Judiciário seja mais ágil na aplicação dos direitos das crianças e adolescentes.” (Paulo Klump, advogado, Conselheiro da ABCF)






“OS direitos e garantias fundamentais das Crianças e adolescentes, sejam realmente respeitados por todos.”(Sérgio Moura, Presidente da ABCF)





“A família, outrora palco de união e felicidade, que hoje o cenário abre a cortina para uma sordidez sem fim – ante as desmedidas agressões mútuas, a separação transforma-se em conflito armado pela artilharia do ressentimento, da frustração, da desforra. Os cônjuges, quando lançados à categoria de separandos, parecem encarnar outras almas, pois esquecem que a criança é vulnerável, no entanto com intuito de vingança buscar prejudicar o outro ex cônjuge utilizando os filhos, que retorne os pais com o mesmo amor e proteção aos seus filhos que são dependentes desta relação. (Evânia, estudante de Direito, TCC em Alienação Parental).





Nas Varas de Família, a lógica que pretende solucionar conflitos, inerentes aos seres humanos, pela atribuição de guarda parece ser falha, fadada ao insucesso. Estabelecer guarda unilateral em decorrência exclusiva de dissenso entre o ex-casal parece ser submeter a criança, em formação, às dificuldades dos adultos, que podem lidar melhor com suas dores e conflitos. Abusos podem ser evitados por intermédio de outros instrumentos ou abordagens. Em outra abordagem, podemos, por exemplo, considerar que a guarda compartilhada, com ampla aplicação e como forma de regular a autoridade parental e eventuais abu sos, é algo claramente favorável ao interesse das crianças e adolescentes.(Elizio Luiz Perez - Juiz do Trabalho da 2ª Região - Responsável pela Consolidação do Anteprojeto da Lei da Alienação Parental










Direitos Autorais:
A coordenação deste texto foi de Melissa Telles Barufi(melissatb@tellesdalanora.com.br) e Jamille Dala Nora (jamille@tellesdalanora.com.br) com a colaboração de: Alexsandro Beatrici, Sócio Fundador da ABCF; Ana Gerbase, advogada, representante da ABCF/RJ; Augusto Caminha, sócio Fundador da ABCF, e Diretor da PPJ RS; Emerson Belo, psicólogo, facilitador do Grupo Vivências – Um projeto da ABCF; Evânia, estudante de Direito, TCC em Alienação Parental; Maria Aparecida Dala Nora, advogada, professora de Prática Jurídica e Mediadora de Conflitos Familiares; Mario Manfro, Vereador; Rafael Luft, Capitão da Polícia Militar RS; Sandra Maria Baccara Araújo - Psicóloga - Brasília – DF (sbaccara@terra.com.br); Sérgio Moura, Presidente da ABCF; Werner Soares, Vice-presidente da ABCF;
Todos os direitos autorais foram cedidos à Associação Brasileira Criança Feliz e ao Blog Famílias e seus Conflitos. Somente è autorizada a publicação, sendo conservada a autoria.











[1] Detalhes da criação da "Semana de Conscientização da Alienação Parental - Porto Alegre" podem ser conhecidos nos links: Calendário Oficial de PoA e Lei da Semana da AP e pareceres.

[2]Associação Brasileira Criança Feliz – Luta pelos direitos de Filhos de pais separados combatendo a Alienação Parental, luta pela Guarda Compartilhada e protege a convivência familiar, Sem fins lucrativos, sem vínculo político, governamental ou qualquer outro tipo de ligação. http://www.criancafeliz.org/